Mulher é presa com 78 tabletes de cocaína em condomínio de luxo na capital paraense
Uma mulher foi detida em flagrante por tráfico de drogas durante uma operação da Polícia Civil, na noite de segunda-feira, 26 de fevereiro, em Belém. As investigações apontam que ela integrava um esquema criminoso de "delivery de drogas", realizando entregas sob encomenda na região do bairro do Umarizal, área nobre da capital paraense.
Operação conjunta apreende drogas e equipamentos
A ação foi conduzida pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) e pelo Grupo de Trabalho sobre Narcotráfico, com suporte do Núcleo de Inteligência Policial (NIP). No apartamento utilizado pelo grupo, situado em um condomínio de luxo da cidade, os agentes apreenderam 78 tabletes de substância semelhante à cocaína, além de uma balança de precisão e uma máquina de contar dinheiro.
De acordo com o delegado David Bahury, que coordenou a investigação, a prisão ocorreu após um monitoramento detalhado de suspeitos envolvidos em um esquema de distribuição planejada, com entregas diretas aos compradores. "A investigação identificou indícios de comercialização de drogas na modalidade 'delivery', além da guarda de grande quantidade de entorpecentes em um apartamento da capital", explicou o delegado.
Flagrante e descoberta do esconderijo
A mulher foi flagrada ao sair de uma das torres do condomínio carregando uma mochila, onde os policiais encontraram um tablete de cocaína. Ela admitiu ter retirado o material de um imóvel usado por sua família, o que permitiu a entrada dos agentes no apartamento. No local, havia outros 77 tabletes do mesmo entorpecente.
O imóvel estava quase sem mobília, reforçando a suspeita de que era utilizado exclusivamente para armazenar drogas. Esse detalhe evidencia a sofisticação do esquema criminoso, que operava de forma discreta em uma área residencial de alto padrão.
Desdobramento da Operação Iara
A prisão é um desdobramento da Operação Iara, deflagrada pelo Denarc em 21 de janeiro, que investiga uma rede de tráfico interestadual com atuação na rota do Rio Solimões. Essa rota era usada para transportar grandes carregamentos de cocaína até o Pará e, posteriormente, para outros estados.
Os pais da suspeita tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos na primeira fase da operação, sob suspeita de envolvimento direto com os crimes de tráfico e associação para o tráfico. A mulher permanece presa à disposição da Justiça, e as investigações seguem para identificar outros integrantes do grupo responsável pela distribuição das drogas em Belém e região metropolitana.
Este caso destaca os desafios enfrentados pelas autoridades no combate ao tráfico de drogas, especialmente em esquemas que utilizam métodos modernos como o delivery, que buscam facilitar a distribuição e dificultar a ação policial.