Motorista atropela duas colegas de faculdade e foge sem prestar socorro em Macapá
O Ministério Público do Amapá (MP-AP) recebeu denúncia contra Yandra Ebonnie Souza dos Santos, suspeita de tentativa de homicídio qualificado. A jovem é acusada de atropelar duas colegas de faculdade no dia 9 de outubro de 2025, na Avenida José Tupinambá, no bairro Laguinho, em Macapá, e fugir do local sem prestar qualquer tipo de assistência às vítimas.
Decisão judicial e andamento processual
Na decisão, o juiz Rodrigo Marques Bergamo destacou que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para a abertura de ação penal. Yandra terá um prazo de dez dias para apresentar sua defesa após a notificação oficial. O g1 tentou contato com a defesa da acusada, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Detalhes do atropelamento e contexto do caso
As vítimas são Dayane Moraes, de 19 anos, e Stephany Miranda, de 21 anos. O atropelamento foi registrado por câmeras de segurança, que mostram o veículo entrando na pista contrária e atingindo as duas mulheres por trás enquanto caminhavam pela avenida. Quatro dias após o incidente, Yandra se apresentou voluntariamente à delegacia, mas foi liberada porque não havia mandado de prisão e o caso não ocorreu em flagrante.
Segundo as vítimas, o atropelamento foi motivado por uma briga em sala de aula momentos antes. Dayane relatou que ela e Stephany estavam a caminho da delegacia para denunciar ofensas racistas supostamente proferidas pela suspeita. A defesa de Yandra, em momento anterior, alegou que a jovem vinha sendo provocada por colegas há cerca de uma semana e que a divulgação de um trauma pessoal teria contribuído para um desequilíbrio emocional.
Consequências para as vítimas e medidas legais
Dayane e Stephany sofreram escoriações e realizaram exame de corpo de delito. Ambas registraram boletins de ocorrência por tentativa de homicídio e racismo. Dayane ainda afirmou que a motorista é amiga de sua ex-companheira, que possui medida protetiva em vigor, e que as provocações teriam começado após o término do relacionamento.
O caso segue sob investigação e tramitação na Justiça do Amapá, com expectativa de novos desdobramentos nas próximas semanas conforme a defesa apresenta seus argumentos e as provas são analisadas em detalhe.