Polícia do DF investiga mais duas mortes suspeitas no Hospital Anchieta
Mais dois casos suspeitos no Hospital Anchieta são investigados

Polícia do DF amplia investigação sobre mortes no Hospital Anchieta

A Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar mais dois casos suspeitos de homicídio no Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga. As novas denúncias surgiram após familiares de pacientes reconhecerem, em reportagens, um dos técnicos de enfermagem já presos no caso.

Defesa pede prisão domiciliar para técnica de enfermagem

A defesa da técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, solicitou à Justiça do Distrito Federal que ela cumpra prisão domiciliar durante as investigações. Amanda alegou ser mãe de uma criança de 9 anos, fundamentando o pedido. A decisão final cabe à Justiça, que ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Além de Amanda, outros dois suspeitos estão presos temporariamente:

  • Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, apontado como principal suspeito.
  • Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos.

Os três são investigados por homicídio e estão detidos por 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período, enquanto a polícia conclui o inquérito.

Novos casos em análise

As novas investigações envolvem dois pacientes que faleceram no Hospital Anchieta em agosto e setembro. Familiares afirmam que esses pacientes foram atendidos por Marcos Vinícius e também morreram com paradas cardíacas súbitas, padrão semelhante aos casos anteriores.

Os casos serão tratados como suspeitos e investigados em um inquérito separado pela Coordenação de Repressão a Homicídios da Polícia Civil do DF. O delegado responsável, Wisllei Salomão, informou que não será necessária a exumação dos corpos. A polícia analisará prontuários médicos e exames de sangue realizados antes dos óbitos para determinar se as mortes foram provocadas.

Contexto das investigações

As investigações começaram após a morte de três pacientes no hospital, com suspeitas de envolvimento dos técnicos de enfermagem. A polícia trabalha com a hipótese de homicídio qualificado, buscando evidências nos registros hospitalares e depoimentos.

O caso tem gerado grande repercussão na região, levantando questões sobre segurança e supervisão em instituições de saúde. A Secretaria de Saúde do DF já se manifestou, negando envolvimento em alguns aspectos relatados, mas as investigações continuam em andamento.