Polícia Civil de São Paulo resgata juiz sequestrado e prende cinco suspeitos em operação
A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, um resgate bem-sucedido de um juiz que havia sido sequestrado no último domingo, 18. A vítima, Samuel de Oliveira Magro, juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), foi encontrada em uma residência na cidade de Osasco, na região metropolitana da capital paulista. Durante a operação, cinco indivíduos foram presos sob suspeita de participação no crime.
Detalhes do sequestro e resgate
O sequestro ocorreu na noite de domingo, em um prédio localizado na avenida Rebouças, no início da zona oeste de São Paulo, próximo à rua Oscar Freire, uma área conhecida por abrigar lojas de luxo. Magro foi levado pelos criminosos para um cativeiro, onde permaneceu por mais de 24 horas. Imagens do local revelam condições precárias, com paredes sem tinta, um colchão descoberto e presença significativa de mofo.
Durante o cativeiro, Magro conseguiu fazer uma ligação para seu companheiro e utilizou uma palavra-chave previamente combinada entre os dois, que servia como alerta para situações de perigo. O companheiro, ao reconhecer o sinal, entendeu imediatamente que o juiz estava sendo sequestrado e acionou as autoridades policiais.
Comportamento suspeito e investigação
Antes do sequestro, Magro teria autorizado uma vistoria em seu prédio, um comportamento que o síndico considerou incomum, já que o juiz não estava planejando se mudar do local. Esse fato pode ter sido um indicativo dos planos dos criminosos, embora as investigações ainda estejam em andamento para determinar todos os detalhes do caso.
O resgate foi conduzido por equipes especializadas, incluindo a 2ª Delegacia Antissequestro e o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos. A ação policial resultou na prisão dos cinco suspeitos, que agora estão sob custódia da Polícia Civil. Eles deverão passar por uma audiência de custódia até quarta-feira, 21 de janeiro, para decidir se responderão às investigações em liberdade ou permanecerão presos.
Perfil da vítima e contexto
Além de atuar como juiz no Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), um órgão vinculado à Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) que decide sobre conflitos entre contribuintes e o fisco, Samuel de Oliveira Magro é auditor fiscal de carreira. Sua posição em uma instituição relacionada a questões fiscais e tributárias pode ter motivado o crime, embora as autoridades ainda investiguem os reais motivos por trás do sequestro.
Este caso destaca a importância da cooperação entre cidadãos e forças policiais em situações de emergência, bem como a eficácia das estratégias de segurança pessoal, como o uso de códigos previamente combinados. A rápida resposta das equipes policiais foi crucial para garantir a segurança do juiz e a prisão dos envolvidos.