Irmãs são presas em Cuiabá por tentativa de registro médico com diplomas falsificados
Irmãs presas em Cuiabá por diplomas falsos de medicina

Irmãs são presas em flagrante por tentativa de registro médico com diplomas falsificados em Cuiabá

Duas irmãs, com idades de 29 e 27 anos, foram presas em flagrante nesta quarta-feira, dia 28, na cidade de Cuiabá, capital de Mato Grosso. A prisão foi realizada pela Polícia Militar após as suspeitas tentarem obter o registro profissional no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) utilizando diplomas falsos do curso de medicina. O caso expõe uma tentativa grave de fraude no sistema de saúde, que poderia colocar vidas em risco se não fosse descoberta a tempo.

Detalhes da tentativa de fraude e descoberta

Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, as irmãs iniciaram o processo de solicitação do registro profissional de forma on-line no dia 9 de janeiro. Posteriormente, no dia 20 de janeiro, elas compareceram presencialmente à sede do CRM-MT para apresentar os documentos exigidos e realizar a coleta biométrica, etapa necessária para a validação do registro. No entanto, inconsistências nos documentos levantaram suspeitas imediatas entre os responsáveis do conselho.

Em uma nota oficial, o CRM-MT detalhou que, "já cientes de que se tratava de um caso de falsificação, os responsáveis pelo setor encaminharam um e-mail às mulheres, informando-as de que o processo havia sido finalizado e que elas poderiam retirar a declaração de inscritas". Essa estratégia foi utilizada para não alertar as suspeitas enquanto as autoridades eram acionadas, permitindo a prisão em flagrante no momento em que elas retornaram ao local.

Inconsistências nos diplomas e investigações

A Polícia Militar apontou que os diplomas apresentados pelas irmãs continham diversas divergências que facilitaram a identificação da fraude. Entre os problemas encontrados estavam:

  • Logomarca da instituição de ensino inconsistente com os padrões oficiais.
  • Assinaturas que não correspondiam às registradas nos arquivos da faculdade.
  • Data de emissão dos diplomas que não batia com as informações disponíveis no sistema acadêmico.

Além disso, uma consulta a um banco de dados nacional de colação de grau em medicina revelou que os nomes das duas mulheres não constavam em nenhum registro de formação na área. Essa verificação foi crucial para confirmar que elas nunca se formaram em medicina, reforçando a gravidade do crime de falsificação documental.

Posicionamento do CRM-MT e consequências legais

O presidente do CRM-MT, Diogo Sampaio, enfatizou em nota que "nossa defesa de uma medicina de qualidade e de levar segurança à população passa por impedir que pessoas que não se formaram em Medicina exerçam a profissão e coloquem em risco a vida dos pacientes". Essa declaração ressalta o compromisso do conselho em manter padrões éticos e de segurança na prática médica, combatendo ativamente fraudes que possam comprometer a saúde pública.

Após a prisão, as duas irmãs foram encaminhadas à Central de Flagrantes de Cuiabá para o registro formal da ocorrência. Em seguida, elas foram entregues à Polícia Judiciária Civil, que assumiu a responsabilidade pela continuidade das investigações. O caso agora segue para as etapas legais, onde as suspeitas poderão responder criminalmente por falsificação de documentos e tentativa de exercício ilegal da medicina, crimes que podem resultar em penas severas conforme a legislação brasileira.

Este incidente serve como um alerta para a importância de mecanismos rigorosos de verificação em conselhos profissionais, especialmente em áreas críticas como a saúde, onde a integridade dos profissionais é fundamental para a segurança e bem-estar da sociedade.