Investigador da Polícia Civil é preso por suspeita de estupro em delegacia de Sorriso
Um caso grave de violência sexual choca a cidade de Sorriso, localizada a 420 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso. Um investigador da Polícia Civil foi preso após ser acusado de estuprar uma mulher detida dentro da própria delegacia da cidade. A denúncia partiu da vítima, uma detenta, e deu início a uma investigação que segue mantida em sigilo pelas autoridades.
O servidor público, identificado como Manoel Batista da Silva, de 52 anos, passou por audiência de custódia no domingo, dia 1º, e permanece atrás das grades. A prisão preventiva foi decretada com base em evidências que apontam para a gravidade do crime e a necessidade de evitar novos episódios.
Detalhes do crime e investigação em andamento
O crime teria ocorrido dentro das dependências da delegacia de Sorriso, onde a mulher estava presa. Diante da denúncia, que foi formalizada há aproximadamente 50 dias, a polícia iniciou uma apuração minuciosa. Todos os policiais que estavam de plantão no dia do suposto estupro foram submetidos à coleta de material genético para confronto com amostras encontradas na vítima.
Os exames periciais já indicaram compatibilidade do DNA com o do investigador Manoel Batista da Silva, reforçando as suspeitas de violência sexual. A data exata do crime, no entanto, não foi divulgada pelas autoridades, que mantêm o caso em sigilo para preservar a integridade das investigações.
Perfil do acusado e possíveis outras vítimas
Manoel Batista da Silva é servidor da Polícia Civil desde 2001 e, segundo dados do Portal da Transparência, recebe um salário mensal de R$ 20 mil. Mesmo respondendo a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), com base na lei 9.784 de 1999, ele deve continuar a receber seus vencimentos, conforme estabelecido pela legislação vigente.
Até o momento, apenas uma vítima formalizou a denúncia de estupro. Contudo, outras detentas foram ouvidas pela polícia durante a investigação. Em pedido de prisão preventiva, o Ministério Público do Mato Grosso (MP-MT) destacou a possibilidade de o acusado ter praticado a conduta delitiva contra diversas vítimas, evidenciando sua periculosidade e risco de reincidência.
Quem está à frente das investigações
A própria Polícia Civil recebeu a denúncia e abriu o inquérito, que está sendo conduzido pela delegada Layssa Crisóstomo. A Corregedoria-Geral da polícia e o Ministério Público acompanham o caso de perto, garantindo que todas as etapas sejam cumpridas com rigor e transparência.
A Defensoria Pública foi questionada sobre a possibilidade de entrar na defesa da vítima, mas até a última atualização desta reportagem, não havia se manifestado. O caso segue em fase inicial de investigação, com expectativa de novas revelações nas próximas semanas.
Este é um exemplo alarmante de violência dentro de instituições que deveriam garantir a segurança e os direitos dos cidadãos. A comunidade de Sorriso e toda a sociedade aguardam ansiosamente por justiça e por medidas que previnam futuras ocorrências.