Polícia Civil prende homem apontado como principal responsável por furtos a casas de luxo na Zona Sul do Rio
A Polícia Civil efetuou a prisão, nesta quinta-feira (29), de um homem identificado como o principal suspeito de uma série de furtos em residências de alto padrão localizadas na Zona Sul do Rio de Janeiro. O indivíduo, chamado Luan Moore Aguiar Martins de Mello, foi localizado na comunidade de Manguinhos, situada na Zona Norte da cidade, durante uma operação policial conduzida pelas autoridades.
Contra ele, havia um mandado de prisão em aberto pelos crimes de furto no interior de residência e receptação de produtos roubados. Luan é conhecido entre os agentes da lei como o Pedro Dom da atualidade, uma referência a um famoso criminoso carioca da classe média que liderava uma quadrilha especializada em assaltar prédios de luxo e foi morto pela polícia em 2005.
Histórico criminal extenso e reincidência
O suspeito possui um extenso histórico criminal, com impressionantes 47 anotações registradas em seu nome. Antes mesmo de atingir a maioridade, ele foi apreendido dez vezes, todas por praticar o mesmo delito: furto no interior de residência. Após se tornar adulto, Luan continuou sendo investigado por crimes semelhantes, mantendo um padrão de ação consistente ao longo dos anos.
As investigações que levaram à sua captura tiveram início em setembro de 2025, após uma sequência de furtos reportados em imóveis de alto padrão nos bairros nobres do Jardim Botânico, Gávea e São Conrado. Segundo relatos da polícia, o suspeito operava principalmente durante o período noturno, escolhendo casas próximas a áreas de mata para facilitar o acesso e reduzir o risco de ser avistado por testemunhas.
Modus operandi detalhado e seleção de alvos
De acordo com os investigadores, Luan selecionava cuidadosamente residências que, em sua avaliação, apresentavam grande potencial de abrigar objetos de alto valor monetário. Uma vez dentro das propriedades, ele percorria meticulosamente todos os cômodos em busca de itens valiosos, como joias, relógios de marcas renomadas, bolsas de luxo e outros artigos de elevado custo.
Após cometer os furtos, os objetos eram rapidamente revendidos a receptadores, com destaque para peças de ouro e relógios de grife. A polícia afirma que esses itens eram negociados por valores significativamente abaixo do preço de mercado, aproximadamente R$ 450 por grama de ouro, sem considerar marcas ou assinaturas que poderiam elevar o valor real em até dez vezes.
Uso das redes sociais para ostentação e venda
As investigações também revelaram que o suspeito utilizava ativamente as redes sociais para divulgar os itens furtados. Para as autoridades, essas publicações tinham um duplo propósito: desafiar as forças de segurança e atrair potenciais compradores interessados em adquirir os objetos roubados.
Além disso, o valor obtido com os furtos era empregado em um estilo de vida luxuoso, incluindo gastos em restaurantes e hotéis de alto padrão, geralmente pagos em dinheiro vivo. Essa rotina de ostentação era frequentemente exibida nas redes sociais do investigado, reforçando sua imagem de desafio à lei.
Prejuízos estimados e impacto nas vítimas
O prejuízo financeiro estimado pelas investigações pode alcançar a marca de R$ 1 milhão por residência, especialmente nos imóveis de mais alto padrão. A reincidência e a ousadia de Luan o levaram a se autointitular como o Pedro Dom da atualidade, evidenciando uma tentativa de se equiparar a figuras criminosas notórias do passado.
A prisão representa um avanço significativo no combate a crimes patrimoniais na região, destacando a atuação da Polícia Civil em desarticular redes criminosas que afetam a segurança de comunidades residenciais de elite no Rio de Janeiro.