Falta de energia que atraiu corretora ao subsolo ocorreu também um dia antes do desaparecimento
Falta de energia ocorreu um dia antes de corretora desaparecer em Caldas Novas

Falta de energia que atraiu corretora ao subsolo ocorreu também um dia antes do desaparecimento

A falha no fornecimento de energia que atraiu a corretora desaparecida Daiane Alves Souza, de 43 anos, ao subsolo do prédio onde morava em Caldas Novas, no sul de Goiás, não foi um evento isolado. Segundo depoimento da irmã Fernanda Alves, o mesmo problema elétrico aconteceu também um dia antes do desaparecimento da profissional, ocorrido em 17 de dezembro.

Detalhes do incidente elétrico

Fernanda Alves relatou em entrevista à TV Anhanguera que, no dia anterior ao sumiço, por volta do mesmo horário, Daiane estava fora de casa quando a falta de energia afetou dois apartamentos: o dela e o de uma hóspede. “A hóspede entrou em contato e falou que estava sem energia. Quando ela foi verificar, o padrão estava desligado”, contou a irmã.

Foram realizados testes com os eletrodomésticos dentro da residência, e não houve interrupção do fornecimento pela concessionária Equatorial, indicando que o problema pode ter origem interna no edifício.

Investigação policial em andamento

A Polícia Civil informou que o gravador das câmeras de segurança do prédio foi levado para perícia técnica. Além disso, estão sendo analisados objetos pessoais encontrados no apartamento da corretora. A mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, de 61 anos, mencionou que uma escova de cabelo da filha foi coletada para análise de DNA, visando auxiliar nas buscas.

Imagens de monitoramento mostram os últimos momentos de Daiane antes do desaparecimento. Ela foi vista entrando no elevador, passando pela portaria, conversando com o recepcionista sobre a falta de energia e, em seguida, retornando ao elevador para descer ao subsolo. Antes disso, a corretora gravou vídeos mostrando o apartamento sem luz e os enviou para uma amiga, informando que iria religar o padrão de energia.

Conflitos com o condomínio

A família revelou que Daiane enfrentava desavenças com moradores do prédio. Nilse, a mãe, afirmou: “Tivemos no ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio do prédio onde moramos. Processos que tramitam na justiça de Caldas”.

Em agosto de 2025, uma Assembleia Geral Extraordinária do condomínio aprovou, por maioria, a expulsão da corretora, exigindo que ela saísse do edifício em até 12 horas e mantivesse distância da recepção. No entanto, Daiane entrou com ação na Justiça, alegando irregularidades na convocação da assembleia e ausência de direito de defesa.

O Judiciário suspendeu os efeitos da decisão até a análise completa do caso, entendendo que a moradora não teve chance adequada de se defender e que a assembleia pode não ter seguido as regras do próprio condomínio, como prazos e formas de convocação.

Desdobramentos do desaparecimento

Nilse tinha combinado com a filha que iria para Caldas Novas no dia 18 de dezembro, mas, ao chegar ao apartamento, não a encontrou. A porta, que segundo a mãe foi deixada aberta por Daiane, estava trancada. Imediatamente, a família registrou um boletim de ocorrência.

O caso permanece sob investigação, com a polícia buscando esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e a possível relação com os conflitos no condomínio e os incidentes elétricos repetidos.