Empresário é preso após condenação por homicídio por dívida de R$ 130 mil no Paraná
Um empresário de 43 anos foi preso na quinta-feira (22) em Santa Tereza do Oeste, no oeste do Paraná, após ser condenado por mandar matar um homem para quitar uma dívida de mais de R$ 130 mil. A identidade do empresário não foi divulgada pelas autoridades, mas a prisão marca o desfecho de um caso que começou em 2021.
Detalhes do crime e investigação
Segundo as investigações da Polícia Civil do Paraná (PCPR), o empresário foi um dos mandantes do assassinato de José Ademar de Melo, morto em 25 de novembro de 2021, em Cascavel. O crime ocorreu a partir de uma emboscada cuidadosamente planejada.
A vítima foi atraída até um imóvel com a falsa promessa de aluguel. Ao chegar ao local, foi surpreendida pelo executor, que efetuou cinco disparos, atingindo as costas e a nuca de José Ademar de Melo. O plano, conforme a denúncia do Ministério Público, foi articulado pelo empresário e um comparsa com o objetivo específico de matar a vítima e encerrar dívidas financeiras que somavam mais de R$ 130 mil.
Processo judicial e condenação
Em março de 2023, o réu foi condenado pelo Tribunal do Júri de Cascavel a 19 anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado. No entanto, a prisão definitiva só ocorreu após uma decisão da Vara do Tribunal do Júri, que autorizou a execução imediata da pena.
Essa autorização foi baseada em um entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que garante a soberania das decisões dos jurados, permitindo a rápida implementação das sentenças em casos criminais.
Operação policial e prisão
O empresário foi localizado em sua residência em Santa Tereza do Oeste e não resistiu à abordagem policial. Após a prisão, ele passou por exames de rotina e foi encaminhado ao sistema prisional para iniciar o cumprimento da pena.
A identidade dos outros envolvidos no crime, incluindo o comparsa, também não foi divulgada pela polícia, que mantém sigilo sobre detalhes adicionais da investigação.
Contexto e implicações
Este caso destaca a gravidade dos crimes motivados por dívidas financeiras e a eficácia do sistema judicial paranaense em garantir que condenações sejam executadas. A prisão do empresário reforça a mensagem de que a justiça pode ser lenta, mas eventualmente alcança os responsáveis por atos violentos.
Além disso, a aplicação do entendimento do STF sobre a soberania das decisões dos jurados pode servir como precedente para outros casos semelhantes no estado, acelerando processos de execução penal.