Defesa de técnico suspeito de mortes em UTI do Hospital Anchieta critica vazamentos e pede respeito à presunção de inocência
A defesa de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, apontado pela Polícia Civil do Distrito Federal como principal suspeito das mortes de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, emitiu uma nota pública contestando o que classifica como "narrativas especulativas" e "juízo público equivocado" sobre o caso.
Advogado alega distorções e informações inverídicas
O advogado Marcus Martins, representante do técnico de enfermagem, afirmou que parte das informações divulgadas pela mídia e investigação anteciparia indevidamente um juízo de culpa, violando o princípio constitucional da presunção de inocência. Em comunicado à imprensa, a defesa destacou que o processo está em fase de investigação e sob segredo de justiça, o que deveria limitar vazamentos.
Martins também questionou dados sobre a vida pessoal de Marcos Vinícius, classificando-os como "inverídicos" e sem relação direta com o inquérito. Segundo a nota, essas informações não constam nos autos e contribuem para distorções da realidade do caso, embora o advogado não tenha especificado quais seriam esses detalhes.
Investigados estão presos e confessaram crimes
A Polícia Civil do DF tem até o início de janeiro para concluir o inquérito sobre as mortes ocorridas no Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga. Marcos Vinícius foi preso temporariamente em janeiro, suspeito de causar a morte de três pacientes após aplicar medicamentos de forma irregular. Duas técnicas de enfermagem, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, também foram detidas por envolvimento nos crimes.
Os três suspeitos estão atualmente presos:
- Marcos Vinícius na carceragem do Departamento de Polícia Especializada
- Marcela e Amanda na Colmeia
Inicialmente, Marcos Vinícius negou participação, mas confessou os crimes após ser confrontado com imagens de câmeras de segurança do hospital. Marcela também admitiu sua participação. Segundo as investigações, o principal suspeito injetou doses altas de um medicamento nos pacientes, usando o produto como veneno, e em uma vítima também aplicou desinfetante na veia. As mulheres são acusadas de dar "cobertura" aos atos.
Hospital demitiu funcionários e caso gera alerta na saúde
O Hospital Anchieta abriu investigação interna assim que as suspeitas surgiram e demitiu os três técnicos de enfermagem envolvidos. Marcos Vinícius trabalhava há cinco anos na área de saúde e, segundo a polícia, conseguiu novo emprego em uma UTI pediátrica após os crimes, fato que aumentou as preocupações com a fiscalização no setor.
A defesa de Marcos Vinícius afirmou ainda que avalia abusos e divulgações indevidas durante o processo, reservando-se o direito de questioná-los pelas vias legais adequadas. O caso continua sob intenso escrutínio da polícia e do Ministério Público, com expectativa de conclusão das investigações no prazo estabelecido.