Corpo de corretora assassinada em Caldas Novas passa por perícia para identificar causa da morte
Corpo de corretora assassinada em Caldas Novas passa por perícia

Corpo de corretora assassinada em Caldas Novas passa por perícia para identificar causa da morte

O corpo de Daiane Alves de Souza, uma corretora de imóveis de 43 anos, que foi encontrado morto após 42 dias de desaparecimento em Caldas Novas, na região sul de Goiás, está passando por perícia no Instituto Médico Legal de Goiânia para determinar a causa exata da morte. De acordo com a Polícia Civil, o síndico do prédio onde a vítima residia confessou o crime, mas não forneceu detalhes sobre como ocorreu.

Detalhes da perícia e estado do corpo

Em entrevista à TV Anhanguera, Núbia Miranda Vieira, coordenadora de Regionais da Polícia Científica, informou que o corpo de Daiane chegou ao IML na tarde de quarta-feira, 28 de fevereiro, já em estado avançado de decomposição. Foi feito todo o levantamento de local lá na cidade de Caldas Novas com a equipe local de peritos criminais e feita a remoção aqui para o IML de Goiânia para exames mais avançados, devido a essa repercussão do caso, explicou ela.

Núbia destacou que os exames cadavéricos e de tomografia computadorizada são cruciais para a investigação, pois podem revelar se foi usada uma arma branca, arma de fogo, ou se a vítima foi sufocada. Esse exame de imagem faz como se fosse um scanner de todos esses ossos, esses fragmentos mortais, e vai detectar alguns danos nessas estruturas quando esses forem evidenciados por causas externas, por instrumentos externos, ressaltou a coordenadora.

Contexto do crime e prisões

Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro, quando foi vista pela última vez no elevador do prédio, descendo ao subsolo para religar a energia de seu apartamento. Na madrugada de quarta-feira, 28 de fevereiro, o síndico Cleber Rosa de Oliveira e seu filho, Maicon Douglas Souza de Oliveira, foram presos temporariamente após o corpo ser localizado.

O corpo foi encontrado em uma área de mata, às margens da GO-213, que liga Caldas Novas a Ipamer, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. A polícia relatou que, após confessar, Cleber indicou o local onde o corpo estava escondido. O crime teria ocorrido em um intervalo de oito minutos no subsolo do prédio, um ponto cego das câmeras de segurança, e Cleber usou as escadas para evitar ser filmado.

Motivação e depoimentos

Em depoimento, Cleber contou que teve uma discussão acalorada com Daiane no subsolo após ela filmar padrões de energia. Ele é investigado por homicídio e ocultação de cadáver, e relatou ter saído sozinho do condomínio com o corpo na carroceria de sua picape. Imagens de segurança mostram ele saindo do prédio por volta das 20h do dia do desaparecimento.

O delegado André Luiz Barbosa explicou que a motivação do crime pode estar relacionada a conflitos entre Daiane e Cleber, envolvendo a administração de seis apartamentos no prédio. Os dois tinham um histórico de 12 processos na Justiça. Maicon é suspeito de atrapalhar as investigações, como ao dar um celular novo ao pai, possivelmente para ocultar provas.

Posição da defesa e próximos passos

Em nota, a defesa de Cleber, representada pelo escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, afirmou que os fatos ainda estão sendo apurados e que Cleber aguarda a audiência de custódia, sem ter sido ouvido pelo delegado responsável. A defesa também ressaltou que Maicon não teve envolvimento na morte de Daiane.

O porteiro do prédio foi ouvido como testemunha para esclarecer divergências nos relatos sobre a troca de turno, mas não há indícios de seu envolvimento no crime. A polícia continua investigando para esclarecer todos os detalhes deste caso chocante que abalou a comunidade de Caldas Novas.