Corpo de corretora desaparecida é encontrado; síndico e filho são presos por assassinato
A corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, foi encontrada morta após desaparecer em Caldas Novas, na região sul de Goiás. O síndico Cléber Rosa de Oliveira e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos pela Polícia Civil suspeitos do crime. A prisão ocorreu na quarta-feira, 28 de janeiro, após Cléber confessar e indicar o local onde abandonou o corpo, a cerca de 15 quilômetros da cidade, às margens da GO-213.
Conflitos e motivação do crime
De acordo com o delegado André Luiz, os atritos entre a vítima e o síndico teriam sido a principal motivação do assassinato. As brigas começaram após Cléber perder a administração de seis apartamentos no prédio para Daiane, gerando uma série de denúncias de ambos os lados. O Ministério Público de Goiás denunciou Cléber pelo crime de perseguição (stalking), com agravante de abuso de função, além de agressões físicas e verbais praticadas ao longo de dez meses em 2025.
Histórico de denúncias e processos judiciais
Existem 12 processos na Justiça relacionados a Cléber e Daiane, desde fevereiro de 2025, incluindo acusações de calúnia, difamação e lesão corporal. Segundo investigações, o síndico monitorava a movimentação de Daiane e hóspedes através de câmeras, enviando imagens à própria irmã. A corretora também foi denunciada por violação de domicílio, conforme dados do Tribunal de Justiça de Goiás.
Detalhes do crime e descoberta do corpo
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025. Em depoimento, Cléber afirmou que teve uma discussão acalorada com ela no subsolo do prédio, após ela filmar padrões de energia no elevador. Ele confessou ter agido sozinho, colocando o corpo na carroceria de uma picape e abandonando-o em uma área de mata. Inicialmente, o síndico negou ter saído do condomínio naquela noite, mas imagens de segurança mostram sua saída por volta das 20h.
Perfil da vítima e reações
Daiane era descrita por amigos e familiares como uma pessoa alegre, determinada e companheira. Ela morava em Caldas Novas há dois anos para administrar imóveis da família, era solteira e deixa uma filha de 17 anos. Sua amiga, Georgiana dos Passos, emocionada, relatou que Daiane sempre oferecia apoio nos momentos difíceis e tinha o sonho de ser mãe novamente de um menino chamado Isaque. A mãe da vítima, Nilse Alves Pontes, destacou a dedicação da filha aos amigos.
O caso continua sob investigação, com a defesa dos suspeitos ainda não se manifestando publicamente. As autoridades reforçam a gravidade dos crimes de perseguição e violência, alertando para a importância de denúncias em situações similares.