Arma do crime contra coordenador do CRB é identificada pela perícia em Maceió
O Instituto de Criminalística de Maceió (ICM) divulgou nesta sexta-feira (30) a identificação da arma utilizada no assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, coordenador das categorias de base do CRB. O crime ocorreu na última sexta-feira (23), no bairro da Santa Lúcia, na capital alagoana.
Detalhes da perícia balística
De acordo com a perita criminal Renata Azevedo, responsável pela análise, três armas foram apreendidas pela polícia: duas pistolas e um revólver. Essas armas foram submetidas a exames técnicos e comparadas com o projétil retirado do corpo de Joba.
“Após a produção de padrões dessas três armas, submeti e analisei essas amostras no microcomparador balístico confrontando com o projétil encontrado no corpo da vítima. O exame deu positivo para um dos revólveres calibre 38”, afirmou a perita.
O chefe do ICM, Charles Mariano, confirmou que novos exames periciais serão realizados, a pedido da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), para verificar se as armas foram utilizadas em outros crimes.
Contexto do assassinato
Johanisson Lima, de 33 anos, foi assassinado a tiros na manhã do dia 23 de janeiro. A delegada Tacyane Ribeiro informou que o crime foi motivado por ciúmes, com o mandante pagando R$ 10 mil pela execução.
Segundo a investigação, Joba tinha um relacionamento com uma mulher que, após o término, se envolveu com Ruan Ferreira. Com a possível reconciliação entre Joba e a ex-companheira, Ruan teria arquitetado o plano desde dezembro do ano passado.
Envolvimento e confronto com suspeitos
Três suspeitos de participação no assassinato morreram após uma troca de tiros com a polícia no bairro do Clima Bom, em Maceió, no dia 25 de janeiro. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL) confirmou a morte, mas não divulgou os nomes dos envolvidos.
Com os suspeitos, a polícia apreendeu dois revólveres, uma pistola e dois capacetes. A delegada Tacyane Pinheiro explicou que o trio foi localizado após a moto usada na fuga do executor ser identificada.
Mandante tem prisão mantida
Ruan Ferreira, de 30 anos, suspeito de ser o mandante do crime, teve a prisão mantida após audiência de custódia na quarta-feira (28). Seu advogado, Napoleão Júnior, afirmou que a defesa pediu liberdade, mas o magistrado decidiu pela manutenção da prisão.
Ruan Ferreira nega ser o mandante e o pagamento de R$ 10 mil pelo crime. A delegada Tacyane Ribeiro destacou que ele é historiador, sem antecedentes criminais, e não colaborou com a investigação, mantendo-se em silêncio durante o interrogatório.
Investigções adicionais
A polícia periciou o celular da ex-companheira de Joba, mas nada suspeito foi encontrado, e não há elementos para incluí-la na autoria do crime. Um áudio circulou em redes sociais onde Ruan pede desculpas pela repercussão, mas sua defesa afirma que não se trata de uma confissão.
O CRB emitiu nota lamentando a morte de Joba, destacando sua contribuição para o clube. O caso continua sob investigação, com a polícia buscando esclarecer todos os detalhes.