Açougueiros são indiciados por vender carne podre e ameaçar fiscais de morte em Rio Paranaíba
Açougueiros indiciados por carne podre e ameaça a fiscais em MG

Uma operação de fiscalização sanitária em Rio Paranaíba, no Alto Paranaíba de Minas Gerais, resultou na indicação de dois açougueiros pela Polícia Civil na quarta-feira, dia 28. Os homens, com idades de 22 e 49 anos, enfrentam acusações graves após a descoberta de condições alarmantes em seu estabelecimento comercial.

Condições sanitárias críticas e produtos impróprios

A investigação teve início após uma ação conjunta da Vigilância Sanitária Municipal e profissionais do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto Paranaíba, conhecido como Cisalp. No local, os fiscais se depararam com uma situação de extrema gravidade.

Eles encontraram carnes em avançado estado de decomposição, com presença visível de larvas e insetos, além de um forte odor de putrefação. A câmara fria do açougue foi classificada como insalubre, representando um risco imediato à saúde pública.

Falta de documentação e armazenamento inadequado

Além das carnes deterioradas, os agentes constataram a ausência de documentação que comprovasse a origem dos produtos. Também foi identificado o armazenamento de substâncias químicas impróprias para consumo humano, como sal amoníaco e sal agropecuário.

Outro problema grave foi o contato direto entre alimentos crus e produtos prontos para consumo, prática que viola os padrões básicos de segurança alimentar. Todas essas condições foram consideradas incompatíveis com os requisitos mínimos de higiene estabelecidos pela legislação.

Ameaças de morte durante a fiscalização

Durante a operação, segundo informações da Polícia Civil, os fiscais foram ameaçados no exercício de suas funções. O investigado de 49 anos fez ameaças explícitas de morte contra os agentes públicos, o que forçou a equipe a abandonar o local temporariamente.

Ainda de acordo com a apuração policial, o mesmo homem retirou carnes que haviam sido lacradas para descarte, numa tentativa clara de frustrar a fiscalização e ocultar provas do crime. Este comportamento agravou significativamente as acusações contra ele.

Indiciamentos e crimes apurados

Ao final do inquérito, ambos os açougueiros foram indiciados por crime contra as relações de consumo. O investigado de 49 anos recebeu acusações adicionais pelos crimes de ameaça e coação no curso do processo.

O inquérito policial continua apurando detalhes sobre a exposição de consumidores a produtos impróprios para o consumo e a coação de agentes públicos. A Polícia Civil optou por não divulgar o nome do estabelecimento comercial nem dos investigados, preservando aspectos processuais da investigação.

O caso ocorreu em Rio Paranaíba, município que integra a região do Alto Paranaíba, destacando a importância do trabalho de fiscalização sanitária em todas as localidades do estado mineiro.