PF prevê conclusão da análise de provas do Caso Master apenas após o Carnaval
Os investigadores da Polícia Federal (PF) informaram que a análise das provas relacionadas ao Caso Master, que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, só deve ser finalizada após o período do Carnaval. A revelação ocorre em meio a uma grande expectativa no cenário político brasileiro, que aguarda ansiosamente os desdobramentos desta investigação de alto impacto.
Toffoli aguarda resultados da PF para definir rumos do inquérito
O ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), destacou em entrevista à revista VEJA que continua a conduzir o processo, desde que existam indícios de envolvimento de pessoas com foro privilegiado. "Continuo a conduzir o caso se houver indícios de pessoas com foro. O parecer inicial da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi para que a apuração ficasse no STF para colheita de provas", afirmou Toffoli.
O magistrado deixou claro que aguarda a conclusão da análise de provas realizada pela Polícia Federal para tomar decisões sobre o futuro da apuração. "O teor dessas informações é que vai ditar a sequência do inquérito, e não pressões de qualquer natureza", reforçou, enfatizando a independência do processo investigativo.
Volume de materiais apreendidos justifica o prazo estendido
A demora na conclusão da análise é atribuída ao imenso volume de dispositivos eletrônicos apreendidos durante as operações. De acordo com fontes próximas à investigação, os peritos da PF ainda estão examinando uma grande quantidade de:
- Celulares
- Computadores
- Outros dispositivos eletrônicos
Estima-se que o trabalho de análise não tenha chegado nem à metade, o que explica a previsão de que a conclusão só ocorrerá após as festividades carnavalescas. A complexidade técnica e a necessidade de minuciosa verificação contribuem para o cronograma estendido.
O Caso Master tem gerado intensa movimentação nos círculos políticos e financeiros do país, com a PF atuando para esclarecer possíveis irregularidades. A expectativa é que, uma vez concluída a análise das provas, o STF possa dar andamento às próximas etapas processuais, baseando-se estritamente nas evidências coletadas.