Operação da PF apreende medicamentos proibidos e eletrônicos em aeroporto do Paraná
Uma ação de fiscalização da Polícia Federal resultou na apreensão de mais de 90 frascos de tirzepatida, medicamento injetável utilizado no tratamento de obesidade e diabetes, além de diversos aparelhos eletrônicos, no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, localizado no oeste do estado do Paraná. O flagrante ocorreu na manhã de domingo, dia 25, quando agentes interceptaram uma passageira de 27 anos, de nacionalidade paraguaia, que tentava embarcar com destino a São Paulo.
Detalhes da apreensão e produtos contrabandeados
Durante a vistoria das bagagens, os policiais federais descobriram dezenas de frascos do medicamento tirzepatida, introduzidos no território brasileiro sem a devida autorização dos órgãos competentes. Conforme informações da Receita Federal, os frascos apreendidos eram da marca TG, uma das duas marcas específicas que tiveram sua fabricação, importação, comercialização, distribuição, propaganda e uso proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na quarta-feira anterior, dia 21.
Além dos medicamentos, a operação também resultou na apreensão de vários aparelhos eletrônicos, incluindo celulares e tablets, todos sem a documentação fiscal necessária. De acordo com estimativas da Polícia Federal, o valor total dos produtos descaminhados ultrapassa a marca de R$ 100 mil, evidenciando a escala do contrabando.
Contexto legal e penalidades envolvidas
A tirzepatida é um medicamento que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e interfere nos mecanismos que regulam a fome, sendo amplamente utilizado no tratamento de condições como obesidade e diabetes. No entanto, sua importação irregular pode ser enquadrada como crime contra a saúde pública, com base na Lei de Medicamentos. Nesses casos, as penas podem variar entre 10 e 15 anos de prisão, dependendo da análise específica do caso pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.
A proibição recente da Anvisa abrange as marcas Synedica e TG, conhecidas popularmente nas redes sociais como as "canetas do Paraguai", devido à sua origem e método de aplicação. Esta medida reflete os esforços das autoridades para combater a circulação de produtos farmacêuticos não regulamentados, que podem representar riscos significativos à saúde dos consumidores.
Desfecho do caso e próximos passos
A passageira paraguaia flagrada com os produtos contrabandeados, juntamente com todo o material apreendido, foi encaminhada à Receita Federal. A instituição assumiu a responsabilidade pelos procedimentos administrativos necessários e pela abertura de um inquérito para investigar as circunstâncias do caso. A operação destaca a vigilância constante das autoridades em pontos estratégicos de entrada no país, como aeroportos internacionais, visando coibir atividades ilegais que envolvem medicamentos e bens eletrônicos.
Este incidente ocorre em um contexto de aumento nas apreensões de produtos farmacêuticos contrabandeados no Paraná, reforçando a importância da colaboração entre órgãos como a Polícia Federal, a Receita Federal e a Anvisa na proteção da saúde pública e no combate ao descaminho de mercadorias.