Acusado de roubo de US$ 100 milhões em joias se autodeporta para o Equador
Acusado de roubo milionário em joias se autodeporta para Equador

Acusado de roubo milionário em joias se autodeporta para o Equador

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos autorizou que um dos principais acusados do maior roubo de joias da história do país se autodeportasse para o Equador, conforme documentos judiciais obtidos pela imprensa. Jeson Nelon Presilla Flores, envolvido no crime que resultou no furto de peças avaliadas em impressionantes US$ 100 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 526 milhões, solicitou sua saída voluntária dos Estados Unidos em dezembro do ano passado, evitando assim um julgamento que poderia resultar em até 15 anos de prisão federal.

Detalhes do assalto histórico no sul da Califórnia

O roubo ocorreu em 11 de julho de 2022, no sul da Califórnia, quando sete indivíduos perseguiram um carro-forte até uma área de descanso em uma rodovia rural ao norte de Los Angeles. Durante o assalto, foram subtraídas joias de alto valor, incluindo diamantes, esmeraldas, ouro, rubis e relógios de grife, totalizando a quantia astronômica mencionada. Flores foi um dos acusados neste caso emblemático, que chamou a atenção internacional devido à magnitude do prejuízo.

Processo legal e autodeportação

Ao ser formalmente acusado, Jeson Nelon Presilla Flores se declarou inocente perante as autoridades. No entanto, em vez de enfrentar o processo judicial nos Estados Unidos, ele optou pela autodeportação, uma medida que permitiu sua transferência para o Equador. Essa decisão foi tomada em dezembro de 2022, conforme detalhado nos documentos da ação judicial movida sobre o caso. Promotores envolvidos no processo afirmam que essa manobra evitou que Flores fosse a julgamento, onde, se condenado, enfrentaria uma sentença de até 15 anos em uma prisão federal.

Implicações e reações

A autodeportação de Flores levanta questões sobre a eficácia dos mecanismos legais em casos de crime internacional de grande escala. Especialistas em direito penal e imigração destacam que essa situação pode abrir precedentes para outros acusados em crimes semelhantes buscarem rotas de fuga sem enfrentar a justiça local. A foto divulgada pelo FBI, que mostra uma vitrine exibindo algumas das peças roubadas, serve como um lembrete visual do impacto desse assalto, considerado um dos mais audaciosos na história recente dos Estados Unidos.

Enquanto isso, as investigações continuam em andamento para localizar e processar os demais envolvidos no roubo, com autoridades reforçando a cooperação internacional para garantir que a justiça seja feita. O caso permanece em evidência, com vídeos e atualizações sendo amplamente compartilhados, refletindo o interesse público em crimes de alta complexidade e valor.