União Europeia e Reino Unido investigam Elon Musk por deepfakes do Grok
A União Europeia deu início a uma investigação formal contra a empresa X, propriedade do bilionário Elon Musk, em razão dos deepfakes de conteúdo sexualmente explícito criados pelo Grok, a inteligência artificial desenvolvida pela companhia. Esta ação regulatória visa avaliar se a plataforma mitigou adequadamente os riscos associados à implementação das funcionalidades do Grok no X, conforme comunicado oficial da UE.
Riscos de conteúdo ilegal e proteção infantil
Além disso, a investigação considerará os perigos relacionados à disseminação de material ilegal, incluindo imagens de cunho sexual manipuladas e conteúdo configurado como abuso infantil. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enfatizou a posição firme da UE: "Na Europa, não toleraremos comportamentos impensáveis, como o desnudamento digital de mulheres e crianças. É simples: não entregaremos o consentimento e a proteção infantil a empresas de tecnologia para que violem e monetizem esses dados. O dano causado por imagens ilegais é muito real".
Investigação paralela no Reino Unido e multas potenciais
A investigação europeia segue o mesmo caminho de uma iniciada pela Ofcom, órgão regulador do Reino Unido. Nesse caso, Elon Musk enfrenta a possibilidade de uma multa que pode chegar a 10% da receita mundial do X, o equivalente a aproximadamente 18 milhões de euros. As autoridades britânicas também estão examinando se a empresa tomou medidas suficientes para prevenir a propagação de conteúdo prejudicial gerado por sua inteligência artificial.
Essas ações destacam a crescente preocupação global com os impactos sociais e legais das tecnologias de IA, especialmente quando utilizadas para criar deepfakes explícitos. A situação coloca Musk e sua empresa sob escrutínio intenso, com potenciais consequências financeiras e regulatórias significativas.