Morador de Vitória é procurado por aplicar golpes e movimentar milhões em apostas
Um morador de Jardim Camburi, em Vitória, está sendo procurado pela Justiça sob suspeita de movimentar mais de R$ 115 milhões em plataformas de apostas esportivas após aplicar uma série de golpes financeiros. A investigação aponta que o dinheiro foi pulverizado em bets para ocultar a origem ilícita dos valores, em um esquema complexo de lavagem de dinheiro.
Detalhes da operação policial
O investigado é Tarlan Moura Lyra, de 40 anos. Na tarde de quinta-feira (22), a Polícia Militar foi até a residência dele para cumprir um mandado de prisão preventiva, mas encontrou apenas os pais. Durante as buscas no imóvel, os militares apreenderam uma pistola, que, segundo os pais, pertence ao filho. Eles relataram que Tarlan se mudou para São Paulo, sem fornecer o novo endereço.
Estratégias para ocultar o dinheiro
De acordo com o mandado de prisão, uma análise técnica da Polícia Civil revelou que Tarlan movimentou R$ 115.675.426. O relatório indica que ele atraía vítimas com promessas de investimentos em produtos de uma marca de aparelhos eletrônicos. Após receber os valores, o suspeito teria estruturado um sistema sofisticado para esconder a origem do dinheiro.
Uma das principais estratégias identificadas foi o uso de plataformas de apostas esportivas para dividir os valores em diversas transações, facilitando a ocultação. A investigação também detectou a prática conhecida como "smurfing", com depósitos fracionados em pequenas quantias para burlar os mecanismos de controle do sistema financeiro.
Continuação dos golpes e fuga
Segundo o mandado, mesmo inadimplente com diversas vítimas, o investigado continuou solicitando novos aportes financeiros. As vítimas relataram que Tarlan desapareceu, e uma testemunha informou à Polícia Civil que ele estaria providenciando documentação para deixar o país. Diante desses indícios, a Justiça decretou a prisão preventiva.
Andamento das investigações
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa). A corporação estima que cerca de quatro ou cinco vítimas procuraram a unidade para registrar ocorrência. Para preservar a apuração, outras informações não foram divulgadas.
Este caso destaca os riscos crescentes de golpes financeiros associados a apostas esportivas, exigindo maior vigilância por parte das autoridades e do público.