Homem é preso em feira de Contagem após filmar mulheres sem autorização para venda de imagens
Um homem foi preso em uma feira de artesanato em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após filmar mulheres sem autorização, com o objetivo de vender as imagens em um aplicativo de mensagens. Douglas Viana Costa, de 33 anos, foi ouvido pela Polícia Civil e liberado, mas uma investigação foi aberta para apurar o caso, que ocorreu no bairro Eldorado.
Detalhes do crime e abordagem policial
De acordo com a Polícia Civil, o depoimento de Douglas ocorreu na 2ª Central Estadual de Plantão Digital de Contagem. Ele usava um caderno para esconder o celular e filmar partes íntimas das mulheres em uma área movimentada da feira, sem que elas percebessem. A Guarda Civil Municipal de Contagem abordou o criminoso após uma denúncia de testemunha, e ele confessou o crime, não demonstrando arrependimento.
Conteúdo ilegal e intenções criminosas
Douglas afirmou que o conteúdo filmado seria vendido em um grupo de aplicativo, com pagamento mensal para acesso ao material ilegal. Em seu celular, foram encontradas centenas de vídeos de mulheres, indicando uma prática recorrente. Testemunhas relataram que ele já foi visto na região em outras ocasiões, sugerindo um padrão de comportamento.
Enquadramento legal e consequências
O boletim de ocorrência registrou o crime como registro não autorizado da intimidade sexual, previsto no Código Penal Brasileiro com pena de 6 meses a 1 ano de prisão e multa. Em uma das imagens acessadas pela polícia, o homem chegou a encostar a genitália em uma das vítimas, agravando a situação. O celular de Douglas foi apreendido para investigação, e as autoridades estão analisando as evidências para possíveis ações judiciais.
Contexto e impacto social
Este caso destaca a vulnerabilidade das mulheres em espaços públicos e a importância da vigilância comunitária. A rápida ação da Guarda Civil Municipal, motivada por denúncia, mostra como a colaboração entre cidadãos e autoridades pode combater crimes digitais. A investigação em andamento busca garantir justiça para as vítimas e prevenir futuros incidentes similares em feiras e outros locais movimentados de Contagem e região.