Pornhub e sites adultos bloqueiam novos usuários no Reino Unido após lei de verificação de idade
A empresa Aylo, proprietária dos populares sites de conteúdo adulto Pornhub, YouPorn e Redtube, anunciou nesta terça-feira (27) uma medida drástica: a partir do dia 2 de fevereiro, não aceitará mais novos usuários registrados no Reino Unido. A decisão surge como uma resposta direta às críticas da companhia às novas regulamentações britânicas, que endurecem significativamente a obrigação de verificação de idade dos usuários.
Lei Online Safety Act e as críticas da Aylo
Há aproximadamente seis meses, as plataformas digitais no Reino Unido são obrigadas a seguir as regras estabelecidas pelo Online Safety Act (OSA). Esta legislação prevê multas milionárias para empresas que permitirem o acesso de menores a conteúdos considerados impróprios. No entanto, a Aylo, sediada no Chipre, emitiu um comunicado público criticando veementemente a lei.
A empresa alega que o OSA "não atingiu seu objetivo pretendido de proteger menores". Segundo a nota oficial, "com base nos dados e na experiência da Aylo, essa lei e o arcabouço regulatório tornaram a internet mais perigosa para menores e adultos". Além disso, a companhia argumenta que as normas colocam em risco a privacidade e os dados pessoais dos cidadãos britânicos.
Impacto para usuários existentes e bloqueios anteriores
Os usuários do Reino Unido que já verificaram sua idade na plataforma até o dia 2 de fevereiro continuarão tendo acesso aos sites por meio de suas contas existentes. Esta não é a primeira vez que a Aylo adota medidas semelhantes; a empresa já bloqueou seus sites em outros países devido a regulamentações análogas.
A Aylo expressa preocupação de que, embora os grandes operadores cumpram a lei, a maioria dos sites que oferecem conteúdos inadequados para certas idades não esteja sujeita a nenhum controle efetivo. Isso, segundo a empresa, pode aumentar o "risco de exposição a conteúdos perigosos ou ilegais" para os usuários.
Propostas alternativas e colaboração futura
Em seu comunicado, a Aylo também destacou que a verificação de idade impõe problemas significativos para a vida privada e a segurança de dados. A empresa sugere uma abordagem diferente: "cada telefone, tablet ou computador deveria ser configurado desde o início como um dispositivo seguro para crianças", transferindo a responsabilidade dos sites para os fabricantes de dispositivos.
Apesar das críticas, a Aylo afirmou que "continua decidida a colaborar com o Reino Unido, a Comissão Europeia e outros parceiros internacionais". O objetivo é garantir que as lições aprendidas com esta experiência sejam consideradas na elaboração de políticas futuras, visando um equilíbrio entre proteção infantil e direitos digitais.