Protestos em Belém exigem justiça para casos de violência contra animais e corretora
Protetores de animais realizaram um protesto neste domingo (1º), em Belém, pedindo punição aos responsáveis pela morte do cachorro Orelha e pelo assassinato de uma corretora. A manifestação ocorreu em frente ao Theatro da Paz, no bairro da Campina, e reuniu dezenas de pessoas, além de vários animais.
Com faixas, cartazes e camisas personalizadas, os participantes cobraram justiça pelos casos, que ganharam repercussão nacional. As manifestações também ocorreram em outras cidades do país, ampliando o alcance do movimento.
Detalhes do caso do cachorro Orelha
O cachorro Orelha tinha cerca de 10 anos e era conhecido como mascote do bairro onde vivia, em Florianópolis. O animal foi encontrado em estado crítico após ser torturado, segundo investigação da Polícia Civil. Quatro adolescentes são suspeitos do crime.
O caso aconteceu no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, área turística de alto padrão da capital catarinense. A brutalidade do ato chocou a comunidade local e despertou indignação em todo o Brasil.
Aumento de crimes contra animais no Pará
O ato realizado em Belém faz parte de uma mobilização nacional que ocorre em várias cidades do país. Os manifestantes cobram justiça no caso do cachorro Orelha e defendem penas mais rigorosas contra crimes de maus-tratos a animais.
Segundo dados da segurança pública, os registros desse tipo de crime têm aumentado no Pará. Entre janeiro e dezembro de 2025, foram contabilizados mais de mil boletins de ocorrência por maus-tratos a animais no estado.
No mesmo período, 65 pessoas foram presas em flagrante pelo crime. O número representa aumento em relação a 2024, quando 42 prisões foram registradas, indicando uma tendência preocupante de violência contra animais na região.
Contexto do assassinato da corretora
Além do caso do cachorro Orelha, os protestos também abordaram o assassinato de uma corretora, cujos detalhes ainda estão sob investigação. Esse crime reforçou os apelos por maior segurança e justiça, conectando-se às demandas dos manifestantes por um ambiente mais protegido para todos.
Da Praça da República, em Belém, às redes sociais, manifestantes reforçaram o pedido por conscientização e justiça para evitar novos casos de violência contra animais e crimes graves como o assassinato da corretora. A mobilização visa pressionar autoridades a agirem de forma mais eficaz.