Polícia investiga morte suspeita de oito cães por envenenamento em Monte Alegre
Morte de oito cães por envenenamento é investigada em Monte Alegre

Polícia investiga morte suspeita de oito cães por envenenamento em Monte Alegre

A Polícia Civil de Monte Alegre está conduzindo uma investigação detalhada sobre a morte de oito cães na comunidade Curral Grande, localizada na zona do lago do município. A principal suspeita que orienta as apurações é de envenenamento, uma hipótese levantada pelos tutores após os animais apresentarem sintomas graves como tremores e convulsões antes de falecerem.

Comoção e indignação na comunidade

Imagens registradas no local capturaram o sofrimento intenso dos cães momentos antes do óbito, o que aumentou significativamente a comoção entre os moradores. Uma das tutoras, em entrevista, relatou que a quantidade de animais mortos ao mesmo tempo reforça fortemente a suspeita de crime. Em uma manifestação de indignação, Gilce Lemos, autônoma, afirmou que a comunidade cobra uma resposta urgente das autoridades.

"Achamos que é veneno, porque morreram oito só de uma vez. E a gente está pedindo justiça para saber quem é esse assassino, esse covarde, esse cruel que fez essa barbaridade com esses animais", declarou ela, expressando a revolta coletiva.

Dinâmica do envenenamento e efeito em cadeia

O caso foi formalmente registrado na Delegacia de Polícia Civil de Monte Alegre, que instaurou um inquérito para apurar minuciosamente as circunstâncias das mortes. O delegado Wellington Kennedy explicou que a dinâmica do envenenamento pode ter provocado um efeito em cadeia entre os animais, agravando a tragédia.

"Foi constatado que três cachorros foram envenenados. A princípio, eles expeliram esse veneno e os demais cachorros, os outros cinco, acabaram comendo esse vômito e acabaram também evoluindo a óbito", detalhou o delegado, esclarecendo como o incidente se espalhou rapidamente.

Consequências legais e definição de maus-tratos

O envenenamento de cães é tipificado como crime de maus-tratos pela Lei de Crimes Ambientais, com previsão de penas que incluem prisão, multa e outras sanções. A Polícia Militar também reforçou as consequências legais desse tipo de prática, alertando sobre a gravidade do ato.

"A responsabilização para esse tipo de crime pode chegar em até cinco anos de prisão", ressaltou a subcomandante do 18º BPM, capitã Wirllene Dutra. Ela também enfatizou que maus-tratos vão além da agressão física direta, abrangendo uma série de condutas prejudiciais.

Conforme a oficial, "o abandono do animal, o sofrimento, a lesão física, a mutilação e a negligência ao animal também configura maus-tratos", ampliando a compreensão legal sobre o tema.

Andamento das investigações e busca por justiça

As investigações seguem em andamento, com a Polícia Civil monitorando ativamente possíveis suspeitos, embora, até o momento, não haja confirmação de autoria. O delegado Wellington Kennedy afirmou que todos os moradores ouvidos negam envolvimento e que o trabalho técnico continua de forma incansável para esclarecer o caso.

Enquanto aguardam o avanço das investigações, os tutores reforçam o pedido por justiça e responsabilização, esperando que as autoridades encontrem e punam o responsável por esse ato cruel. A comunidade permanece unida em sua demanda por respostas e pela garantia de que crimes similares não se repitam no futuro.