Mocidade Independente se mobiliza em defesa do cão Orelha, vítima de tortura em Florianópolis
A Mocidade Independente de Padre Miguel realizou uma emocionante manifestação durante seu ensaio técnico na noite de sexta-feira, 30 de janeiro, no Sambódromo do Rio de Janeiro. A agremiação carnavalesca levantou uma faixa em homenagem ao cão Orelha, que foi brutalmente torturado e morto por adolescentes na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina.
Crime chocante e investigação em andamento
O caso, que tem revoltado a opinião pública, ocorreu no início de janeiro. Orelha era um animal cuidado por moradores da região da Praia Brava, que lhe forneciam alimentação, atendimento veterinário e até construíram uma casinha para abrigá-lo. No entanto, quatro adolescentes são investigados pela Polícia Civil por agredirem o cão de forma cruel, com as violências sendo filmadas.
Além disso, os suspeitos também teriam tentado afogar outro cachorro conhecido na comunidade local. A investigação se expandiu para incluir três adultos: dois pais e um tio dos adolescentes, que são acusados de ameaçar e coagir uma testemunha do caso.
Manifestação no Sambódromo com apoio de Rita Lee
Durante o ensaio técnico na Marquês de Sapucaí, o mascote da Mocidade, que é um castor, carregou uma faixa com uma foto do cão Orelha ao lado da cantora Rita Lee, homenageada pela escola neste carnaval. A imagem simboliza a união pela causa animal.
Nas redes sociais, a escola de samba publicou uma mensagem forte: "Pelos animais, pela vida, pela dignidade. Não tem como calar. Seguimos unidos por um só pedido". A ação visa pressionar por justiça e conscientizar sobre a importância do respeito aos animais.
Impacto social e apelo à justiça
Este caso destaca a gravidade dos crimes contra animais e a necessidade de responsabilização. A mobilização da Mocidade Independente, uma das escolas mais tradicionais do carnaval carioca, amplifica o apelo por medidas rigorosas contra a violência animal.
A comunidade de Florianópolis e simpatizantes de todo o Brasil acompanham atentamente as investigações, esperando que os responsáveis sejam devidamente punidos. A história de Orelha serve como um alerta para a proteção dos animais e a promoção de uma sociedade mais compassiva.