Cão comunitário Caramelo é morto a tiros em avenida da Zona Leste de São Paulo
Cão comunitário morto a tiros em avenida de SP

Cão comunitário Caramelo é morto a tiros em avenida da Zona Leste de São Paulo

O corpo do cachorro comunitário Caramelo, que faleceu após ser atingido por aproximadamente dez tiros na Avenida Ragueb Chohfi, no bairro Jardim Três Marias, na Zona Leste de São Paulo, foi desenterrado nesta sexta-feira, dia 30, pela Polícia Civil. O animal foi encaminhado para o Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo, onde será submetido a um exame de necropsia para detalhar as causas da morte. O incidente violento ocorreu no dia 18 de janeiro deste ano, gerando comoção e indignação na comunidade local.

Registro policial e busca por suspeito

Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia, acusando abuso contra animais e disparo de arma de fogo. Até esta sexta-feira, a Polícia Civil continuava empenhada em identificar o homem responsável pelos tiros, que foi capturado em imagens de uma câmera de segurança. As filmagens mostram Caramelo na área de acesso a um shopping center, acompanhado por dois seguranças. Em um determinado momento, o cachorro começa a latir, e um dos funcionários abre o portão, permitindo que o animal permaneça na calçada por alguns segundos.

Na sequência, um homem se aproxima de Caramelo, que volta a latir. O suspeito, então, saca uma arma e efetua múltiplos disparos contra o cachorro, deixando o local imediatamente após o ato. Conforme relatos no boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e encontrou um segurança do shopping no local. O funcionário afirmou que o atirador estava envolvido em uma discussão e empurrando uma mulher, o que teria causado agitação no cachorro e levado aos latidos intensos.

Detalhes do incidente e investigação

O segurança ainda relatou que, ao abrir o portão de saída do shopping, Caramelo saiu para a rua, e o homem em discussão sacou a arma e disparou contra o animal. Os policiais que compareceram ao local encontraram três estojos de munição e verificaram que o cachorro apresentava pelo menos nove perfurações de bala. Em seu depoimento na delegacia, o segurança reforçou que o homem discutia com uma mulher no momento dos disparos e estimou que cerca de doze tiros tenham sido efetuados.

Este caso chocante de violência contra animais destaca a vulnerabilidade dos cães comunitários e a necessidade de medidas mais rigorosas de proteção. A Polícia Civil segue investigando ativamente para localizar e prender o suspeito, enquanto a comunidade aguarda os resultados da necropsia para esclarecer todos os aspectos deste trágico evento.