Ex-secretário da Saúde de SP, José Henrique Germann, morre aos 10 de janeiro
Morre ex-secretário da Saúde de São Paulo José Germann

O estado de São Paulo perdeu uma figura central da gestão em saúde pública. José Henrique Germann Ferreira, ex-secretário de Estado da Saúde, faleceu no último sábado, 10 de janeiro de 2026. A informação foi confirmada por entidades médicas, porém a causa da morte não foi divulgada publicamente.

Trajetória à frente da Saúde no auge da pandemia

Germann esteve à frente da Secretaria da Saúde de São Paulo em um dos períodos mais desafiadores da história recente. Ele assumiu o cargo em janeiro de 2019 e o deixou em julho de 2020, comandando assim as ações iniciais do estado contra a pandemia de Covid-19. Seu mandato foi marcado pela forte pressão sobre o sistema público de saúde com a chegada do novo coronavírus.

Durante sua gestão, o médico implementou programas como o Corujão da Saúde e incentivou a ampliação do uso de tecnologias digitais para melhorar o atendimento à população. Ele deixou a secretaria relatando problemas de saúde pessoais, sendo substituído pelo infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital Emílio Ribas.

Repercussão e legado profissional

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) emitiu uma nota oficial lamentando profundamente o falecimento. A entidade destacou a notável trajetória de Germann, tanto na saúde pública quanto na gestão hospitalar privada, e manifestou solidariedade à família, amigos e colegas.

O ex-governador João Doria, sob cuja gestão Germann atuou, também se manifestou. Em uma publicação em rede social, Doria definiu o ex-secretário como um profissional respeitado e um gestor qualificado, que teve uma atuação relevante e fundamental para o estado durante os primeiros meses da crise sanitária.

Formação e passagem por grandes hospitais

A carreira de José Henrique Germann Ferreira foi construída sobre uma sólida formação acadêmica e muita experiência prática. Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), ele se especializou em Administração Hospitalar.

Sua bagagem intelectual inclui mestrado e doutorado na área pela Faculdade de Saúde Pública da USP, além de um MBA concluído no renomado Insead, em 2005.

No setor privado, Germann ocupou posições de liderança em duas das instituições de saúde mais prestigiadas do país:

  • Hospital Israelita Albert Einstein: onde atuou como diretor-superintendente.
  • Hospital Sírio-Libanês: onde exerceu a função de diretor-adjunto.

Além disso, ele contribuiu para a formação de novas gerações de gestores, participando ativamente da residência médica voltada para a administração hospitalar. Sua morte deixa um vazio na medicina e na gestão de saúde no Brasil, especialmente para aqueles que enfrentaram ao seu lado os momentos críticos da maior crise sanitária do século.