Os cartórios de Alagoas encerraram o ano de 2025 com uma tendência clara e consolidada na escolha dos nomes dos recém-nascidos. Pelo terceiro ano consecutivo, Maria Cecília foi o nome mais registrado no estado, confirmando a preferência das famílias alagoanas por essa combinação clássica e ao mesmo tempo moderna.
O domínio das Marias no ranking alagoano
Os dados consolidados pelos cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais até o dia 31 de dezembro revelam uma supremacia feminina e, em especial, dos nomes compostos com Maria. A campeã Maria Cecília teve 519 registros ao longo do ano. Em segundo lugar ficou Maria Helena, com 414 registros, seguida por Maria Alice, que completou o pódio com 291 registros.
O fenômeno é tão marcante que, ao analisar a lista dos dez nomes mais populares, a partícula "Maria" aparece cinco vezes, em diferentes combinações. Além das três primeiras colocadas, Maria Isis (238 registros) e Maria Liz (232 registros) também garantem suas posições no topo da lista, em quinto e sexto lugares, respectivamente.
O destaque masculino e a composição do top 10
Apenas na quarta posição do ranking geral surge o primeiro nome masculino: João Miguel, com 290 registros. A aparição interrompe uma sequência de nomes femininos e marca o retorno de uma combinação que já foi a número um no estado. A última vez que um nome masculino liderou a lista foi em 2021, justamente quando João Miguel ficou em primeiro lugar, com 452 registros naquele ano.
O restante da lista dos dez mais registrados em Alagoas em 2025 é composto por:
- Ravi, em sétimo lugar, com 223 registros.
- Helena, em oitavo, com 214 registros.
- Aurora, em nono, com 213 registros.
- Samuel, fechando o top 10 com 212 registros.
É interessante notar que Helena, que aparece sozinha em oitavo lugar, também integra o nome composto Maria Helena, vice-campeã do ranking. Isso demonstra a força dessa raiz onomástica entre os alagoanos.
Uma tendência que se consolida
A hegemonia de Maria Cecília não é um fato isolado de 2025. Os números compilados pelos cartórios mostram que este é o terceiro ano consecutivo (2023, 2024 e 2025) em que o nome lidera o ranking estadual. Essa consistência indica uma tendência cultural sólida, que vai além de uma moda passageira, refletindo talvez uma preferência por nomes que equilibram tradição familiar e uma sonoridade contemporânea.
Os dados servem como um retrato demográfico e cultural do estado, capturando as influências que orientam as famílias no momento de um dos primeiros atos oficiais na vida de uma criança: a escolha do seu nome no registro civil.