O ano de 2025 ficou marcado por uma série de episódios que colocaram o Brasil em evidência no cenário internacional, para o bem e para o mal. A coluna GENTE fez um balanço dos momentos mais curiosos e explosivos da política nacional, reunindo declarações e posicionamentos de políticos e artistas que repercutiram mês a mês.
Do Carnaval ao julgamento: os primeiros meses do ano
Em março, o prefeito de Maricá e vice-presidente do PT, Washington Quaquá, chamou a atenção ao desfilar na Série Ouro do Carnaval do Rio. Em tom de brincadeira para a coluna GENTE, ele declarou: “Perder é roubo”. A vitória, no entanto, ficou com a Acadêmicos de Niterói, que garantiu vaga no Grupo Especial para 2026 com um enredo em homenagem a Lula.
Já em junho, o ator José de Abreu usou o programa semanal da coluna para analisar o cenário político. Ele previu uma eleição presidencial difícil em 2026, ano em que Lula deve buscar a reeleição, e afirmou: “Vamos lutar, a gente tem obrigação de ganhar essa eleição e ficar mais quatro anos vivendo em paz”. No mesmo mês, durante o julgamento por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro fez um convite jocoso ao ministro Alexandre de Moraes para ser seu vice na disputa de 2026.
Debates acalorados e reações nas redes sociais
Em julho, a nova presidente da UNE, Bianca Borges, eleita com expressivos 82% dos votos, detalhou suas principais bandeiras em entrevista à coluna. Soberania nacional, educação como centralidade e a luta por direitos trabalhistas estiveram no topo de suas prioridades.
O mês de setembro foi marcado pela repercussão da condenação de Bolsonaro pelo STF. Personalidades como José de Abreu e a atriz Alice Wegmann comemoraram a decisão publicamente. Enquanto isso, o deputado Nikolas Ferreira (PL-RJ) manteve sua postura crítica nas redes sociais, desta vez voltando sua indignação para uma brincadeira envolvendo o chamado “Ministério do Namoro”.
Ainda em setembro, Nikolas Ferreira e a deputada Ana Campagnolo (PL-SC) lançaram dois livros infantis que abordam a identidade de gênero a partir de uma perspectiva religiosa, associando-a ao sexo biológico. Paralelamente, uma megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes, reacendeu o debate sobre segurança pública, recebendo críticas de famosos ao governador Cláudio Castro e elogios de políticos de direita.
Encontros inusitados e a pré-campanha de 2026
Em outubro, o presidente Lula teve um encontro classificado como “surpreendentemente bom” com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Em tom descontraído, Lula brincou sobre a viagem, dizendo que o avião de Trump era melhor que o seu e que, por isso, “penou” mais para chegar à Malásia.
A COP30, realizada em Belém em novembro, teve momentos de tensão com protestos e incêndios, mas também de descontração. Um momento viral ocorreu durante o aperto de mãos protocolar entre Lula (1,68m) e o presidente de Moçambique, Daniel Chapo (2,04m). O brasileiro deu uns pulinhos para tentar alcançar a altura do colega, arrancando risadas da plateia. Outro encontro que bombou nas redes foi entre Donald Trump e o atacante Cristiano Ronaldo, publicado no Instagram da Casa Branca e que bateu recorde de curtidas.
O ano se encerrou em dezembro com a política invadindo até a publicidade. O nome de Flávio Bolsonaro (PL) foi apontado como possível candidato do pai, agora preso, para tentar barrar a reeleição de Lula em 2026. E um simples comercial de chinelos Havaianas, estrelado pela atriz Fernanda Torres, gerou protestos. A atriz, que pediu para entrar no ano novo “com os dois pés”, foi alvo de críticas, mostrando como até um anúncio pode se tornar arena de disputas ideológicas.
Assim, 2025 se despediu misturando protocolo e informalidade, julgamentos históricos e pulinhos presidenciais, em um retrato peculiar e explosivo da vida política nacional.