Irã lança mísseis contra Israel após Trump adiar ofensiva e anunciar cessar-fogo bilateral
Irã lança mísseis contra Israel após cessar-fogo de Trump

Irã lança mísseis contra Israel após anúncio de cessar-fogo bilateral por Trump

As Forças de Defesa de Israel emitiram um comunicado oficial nesta terça-feira confirmando que o território israelense foi alvo de mísseis lançados diretamente pelo Irã. O ataque ocorreu poucos minutos após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar publicamente o adiamento por duas semanas de uma ofensiva militar planejada contra infraestruturas estratégicas iranianas.

Comunicação oficial e ativação de defesas

Em uma mensagem divulgada através do aplicativo Telegram, as autoridades militares israelenses afirmaram ter identificado claramente "mísseis disparados do Irã em direção ao território do Estado de Israel". O comunicado acrescentou que "os sistemas de defesa estão a ser ativados imediatamente para interceptar esta ameaça", demonstrando a gravidade da situação em tempo real.

Contexto do cessar-fogo anunciado por Trump

Minutos antes do lançamento dos mísseis, Donald Trump havia feito uma declaração pública aceitando suspender os bombardeios contra o Irã por um período de duas semanas. O presidente americano descreveu essa medida como parte integrante de um "cessar-fogo bilateral", justificando a decisão após receber de Teerã uma proposta de paz que considerou "viável e promissora".

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Previamente a esse anúncio, Trump havia estabelecido um prazo rigoroso até as 21h (horário de Brasília) para que o Irã concordasse em reabrir completamente o Estreito de Ormuz. A ameaça subjacente era a destruição de infraestruturas consideradas vitais pelo regime iraniano caso o ultimato não fosse atendido.

Confirmação iraniana e negociações de paz

Após o pronunciamento de Trump, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou oficialmente o cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos. Além disso, informou que negociações para um acordo de paz abrangente devem ter início no Paquistão a partir do dia 10 de abril, indicando um possível caminho diplomático.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a passagem pelo Estreito de Ormuz será permitida durante esse período de trégua, embora sob o controle rigoroso das forças militares iranianas. Essa declaração busca aliviar as tensões globais sobre o fluxo energético.

Impacto no tráfego marítimo e preços da energia

Desde o início dos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel, em 28 de fevereiro, o Irã vinha restringindo severamente o tráfego no Estreito de Ormuz. Essa via marítima é crucial, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e gás natural consumidos mundialmente. A liberação era concedida apenas a embarcações de países considerados aliados, o que contribuiu significativamente para a alta nos preços da energia nos mercados internacionais.

Reação imediata e relatos no terreno

Cerca de vinte minutos após o alerta inicial sobre o ataque com mísseis, as forças israelenses autorizaram os moradores a deixarem os abrigos antiaéreos onde haviam sido orientados a se proteger. Correspondentes da agência de notícias AFP relataram explosões audíveis em Jerusalém e também na cidade de Jericó, localizada na Cisjordânia ocupada, evidenciando a extensão geográfica do ataque.

Retórica acirrada e tensões diplomáticas

O Irã reagiu veementemente às ameaças anteriores de Trump, classificando-as publicamente como "incitação ao genocídio". Enquanto isso, representantes americanos chegaram a afirmar que "uma civilização inteira morrerá" nesta terça-feira, referindo-se ao fim do ultimato dado à República Islâmica. Na Organização das Nações Unidas, o representante de Teerã criticou fortemente Washington durante uma reunião que barrou ações para liberar o Estreito de Ormuz, acentuando as divisões internacionais.

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