Trilha do Matadeiro em Florianópolis terá câmeras com reconhecimento facial após crime
Trilha do Matadeiro terá câmeras com reconhecimento facial

Trilha do Matadeiro em Florianópolis receberá câmeras com tecnologia de reconhecimento facial

A prefeitura de Florianópolis anunciou uma medida de segurança significativa para a trilha da praia do Matadeiro, localizada no sul da Ilha de Santa Catarina. O local, que foi cenário do trágico assassinato da professora Catarina Kasten no fim do ano passado, passará a contar com câmeras de monitoramento equipadas com inteligência artificial para reconhecimento facial.

Detalhes da instalação e estratégia de segurança

Conforme informado pela administração municipal na sexta-feira, 23 de agosto, os trabalhos de instalação já começaram com a colocação de postes que servirão de suporte para as câmeras. Os equipamentos serão posicionados em pontos estratégicos: na entrada da trilha, logo após a ponte, e na saída que dá acesso à praia do Matadeiro.

Esta iniciativa integra uma estratégia mais ampla da prefeitura para criar um "cercamento digital" na cidade. O sistema será integrado, espelhando câmeras por toda Florianópolis na base da Guarda Municipal. Os objetivos principais incluem:

  • Diminuir o tempo de resposta a ocorrências policiais
  • Coibir atos violentos e outras ilegalidades em toda a cidade
  • Facilitar a solução de crimes através de evidências digitais

Contexto do crime que motivou a medida

A decisão de reforçar a segurança na trilha ganhou urgência após o crime ocorrido em 21 de novembro de 2025. Nesta data, a professora Catarina Kasten, de 31 anos, foi violentada sexualmente e assassinada enquanto saía de casa às 6h50 para ir a uma aula de natação.

Catarina era estudante de pós-graduação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e sua morte chocou a comunidade local. Giovane Correa Mayer, de 21 anos, foi identificado como suspeito do crime, confessou a autoria dos atos e atualmente encontra-se preso preventivamente.

Importância da trilha para moradores e turistas

A conselheira da Associação de Moradores e Amigos da Praia do Matadeiro (Amapram), Beatriz Artero, destacou a relevância do caminho para a comunidade local. "É a nossa calçada para vir para casa, sair de casa. As crianças passam para ir para a escola, passam para voltar da escola", explicou.

A trilha, que liga a região da Armação até a praia do Matadeiro, representa o único acesso ao local, já que não há ruas ou avenidas que cheguem até a praia. Por este motivo, funciona como passagem diária obrigatória para:

  1. Turistas que visitam uma das praias mais movimentadas da região
  2. Moradores locais em seu deslocamento cotidiano
  3. Surfistas que frequentam as ondas do Matadeiro
  4. Aventureiros que seguem para a praia isolada da Lagoinha do Leste

Beatriz Artero também ressaltou que "é uma trilha iluminada, calçada. Não é uma trilha remota", destacando que apesar de seu caráter natural, trata-se de um caminho estruturado e com movimento constante desde as primeiras horas da manhã.

A implementação das câmeras com reconhecimento facial na trilha do Matadeiro representa uma resposta concreta da administração pública às demandas por segurança, equilibrando a preservação do acesso público a áreas naturais com a proteção dos cidadãos que utilizam esses espaços diariamente.