Amapá registra queda histórica de 67% em roubos nos últimos três anos
Queda de 67% em roubos no Amapá é recorde histórico

Amapá celebra queda histórica de 67% nos casos de roubo em três anos

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá nesta terça-feira revelam uma redução impressionante de 67% nos registros de roubo em todo o estado nos últimos três anos. Este resultado é considerado um recorde absoluto quando comparado aos últimos quinze anos de estatísticas criminais.

Números detalhados mostram evolução positiva

O levantamento abrange todo o território amapaense, com a capital Macapá concentrando a maior parte das ocorrências. Em 2022, houve um pico alarmante com 10.236 registros de roubo, sendo 8.558 apenas na capital. Já em 2025, o número total caiu para 3.398 casos, com Macapá registrando 2.883 ocorrências.

Os demais municípios do estado também apresentaram melhorias significativas:

  • 2022: 1.678 roubos
  • 2023: 1.235 roubos
  • 2024: 906 roubos
  • 2025: 515 roubos

Contexto criminal e acordo de paz entre facções

Segundo o secretário César Vieira, o aumento expressivo da criminalidade em 2022 esteve diretamente ligado à movimentação de organizações criminosas. Investigações apontam que naquele ano os grupos firmaram um acordo de paz temporário que, embora tenha reduzido os confrontos diretos, paradoxalmente elevou os casos de roubo para patamares recordes.

"Em 2022 foi identificado um acordo de paz entre os grupos criminosos. Quando esse pacto foi rompido no final de novembro, os crimes de roubo já haviam disparado para mais de dez mil registros. Eles se uniram contra agressões mútuas, mas colocaram em xeque a segurança pública da população", explicou Vieira durante a apresentação dos dados.

Estratégias de combate à criminalidade

A Sejusp atribui a queda histórica nos índices às estratégias integradas implementadas nos últimos anos. Equipes de inteligência mapearam minuciosamente os locais com maior concentração de crimes, permitindo a intensificação do policiamento nessas áreas críticas.

"Em 2023 trouxemos a integração da segurança pública, não apenas no eixo local, mas também com as forças da União. Em outubro daquele ano conseguimos estancar os confrontos entre os grupos e, desde então, houve uma queda vertiginosa, chegando ao recorde histórico em 2025", detalhou o secretário.

Desafios persistentes no cenário estadual

Um relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado em novembro de 2025 coloca o Amapá entre os estados mais afetados pela violência na Amazônia Legal. O estudo revela que facções criminosas atuam em 62,5% dos municípios amapaenses, com Macapá, Santana e Calçoene concentrando os maiores índices de homicídios.

A posição geográfica estratégica do estado, próxima a fronteiras internacionais e cortada por rotas como a BR-156, continua facilitando atividades ilícitas como tráfico de drogas e contrabando. O combate a essas organizações ocorre dentro do programa Amapá Mais Seguro, que inclui a Operação Protetor com atuação em todo o território estadual.

Esta redução significativa nos roubos representa um marco importante para a segurança pública amapaense, demonstrando que políticas integradas e investimentos em inteligência podem gerar resultados concretos na proteção dos cidadãos.