Operação conjunta cumpre mandado contra policial militar em Itaguaí
Um soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi alvo de uma busca e apreensão na manhã desta sexta-feira, 23 de agosto, na cidade de Itaguaí, na região metropolitana do estado. A ação foi conduzida de forma conjunta pela Corregedoria Geral da Polícia Militar (CGPM) e pela Polícia Federal (PF), conforme informado oficialmente pela corporação.
Investigação apura suspeitas de vínculos com terrorismo
De acordo com apurações realizadas, o policial militar está sob investigação tanto pela CGPM quanto pela PF devido a publicações feitas em suas redes sociais. Esses conteúdos digitais levantaram suspeitas de possíveis vínculos com grupos terroristas, motivando a intensificação das investigações e a execução do mandado judicial.
Até o momento, não foi possível estabelecer contato com a defesa do investigado para obter um posicionamento sobre as acusações. A ausência de manifestação da defesa deixa em aberto questões sobre a natureza exata das publicações e a resposta legal que será apresentada.
Processo administrativo disciplinar será instaurado
Conforme esclarecido pela polícia, o soldado será submetido a um processo administrativo disciplinar interno. Esse procedimento terá como objetivo principal avaliar a conduta do militar e decidir sobre a sua permanência ou não na força policial. O processo seguirá os trâmites legais, garantindo o respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
Em nota oficial divulgada à imprensa, o comando da corporação enfatizou que não compactua com desvios de conduta ou com a prática de crimes por parte de seus integrantes. A instituição reafirmou seu compromisso em punir com rigor todos os envolvidos em irregularidades, sempre que os fatos forem devidamente constatados através de investigações minuciosas.
A operação desta sexta-feira reforça a atuação das forças de segurança no combate a ameaças internas e externas, destacando a importância da vigilância sobre possíveis infiltrações em instituições públicas. O caso segue sob sigilo investigativo, com novas informações dependendo do avanço das apurações tanto no âmbito administrativo quanto no criminal.