Policial Civil é preso por homicídio de mulher trans na Zona Sul de São Paulo
Policial Civil preso por matar mulher trans em SP

Policial Civil é preso por homicídio de mulher trans na Zona Sul de São Paulo

Um investigador da Polícia Civil foi preso em flagrante nesta segunda-feira, dia 2, suspeito de matar a tiros uma mulher trans na Zona Sul de São Paulo. O crime ocorreu na Alameda dos Guainumbis, no bairro Planalto Paulista, e a vítima, identificada como Sheila, tinha 35 anos de idade.

Detalhes do crime e prisão do suspeito

A vítima foi encontrada caída em via pública com um ferimento no tórax compatível com disparo de arma de fogo. A morte foi constatada no local pelos primeiros socorros. O suspeito é o policial civil Paulino Domiciano Antônio, que se apresentou espontaneamente aos seus superiores horas após o crime.

Ele afirmou que teria sido vítima de uma tentativa de assalto, mas não acionou a Polícia Militar nem comunicou o ocorrido às autoridades no momento dos fatos. Segundo relatos, o investigador deixou o local dirigindo uma viatura descaracterizada da Polícia Civil.

Investigação e avanços no caso

Policiais militares foram acionados por volta das 4h50 após relatos de disparos de arma de fogo na região. Um morador disse à polícia que ouviu três tiros em um intervalo de três a quatro segundos. Inicialmente, o caso foi registrado como homicídio de autoria desconhecida.

A investigação avançou significativamente após a apresentação do policial à Corregedoria da Polícia Civil. Ele foi ouvido e, na sequência, encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que assumiu as investigações.

Para auxiliar na apuração, foram requisitados exames necroscópico, toxicológico, sexológico, subungueal, perinecroscópico e a coleta de material genético. Esses procedimentos visam esclarecer todos os aspectos do crime e garantir uma investigação minuciosa.

Contexto e reações

O g1 entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para obter mais detalhes sobre o caso e aguarda retorno. Este incidente levanta questões sobre a atuação de agentes públicos e a violência contra a população trans, um grupo frequentemente vulnerável a crimes de ódio e discriminação.

A prisão em flagrante do policial civil destaca a gravidade do caso e a necessidade de transparência nas investigações. A comunidade local e organizações de direitos humanos estão atentas aos desdobramentos, exigindo justiça para a vítima e medidas preventivas contra futuros episódios similares.