Jornalista Maria Prata é assaltada por motoqueiro armado na Lapa, em São Paulo
Maria Prata, esposa de Pedro Bial, assaltada na Lapa, SP

Jornalista Maria Prata sofre assalto a mão armada na Lapa, em São Paulo

A jornalista e consultora de conteúdo Maria Prata, conhecida por ser esposa do apresentador Pedro Bial, da TV Globo, foi vítima de um assalto a mão armada na tarde desta quinta-feira (22). O crime ocorreu no bairro da Lapa, localizado na Zona Oeste da capital paulista, gerando comoção nas redes sociais e alerta sobre a segurança urbana.

Detalhes do assalto na Rua Álvaro Martins

O episódio aconteceu por volta das 11h51 da manhã, na Rua Álvaro Martins, uma via residencial do bairro. Maria Prata estava acompanhada de sua filha Dora, de apenas seis anos de idade, quando foi abordada por um motoqueiro armado que se disfarçava de entregador de comida.

Segundo o boletim de ocorrência registrado no 7° Distrito Policial da região, o criminoso exigiu o celular e as joias da jornalista. Ele também forçou Maria Prata a fornecer a senha do aparelho, levando o dispositivo já desbloqueado e com todos os dados expostos.

Relato emocionante nas redes sociais

Em uma publicação extensa e comovente em suas redes sociais, Maria Prata descreveu a experiência traumática que viveu ao lado da filha. “Não estava com celular na mão. Não estava ‘dando bobeira’ num ‘lugar perigoso’”, afirmou a jornalista, que é filha do escritor Mário Prata.

Ela detalhou que havia estacionado o carro em uma rua residencial, caracterizada por casinhas geminadas, e caminhava apenas 20 metros até o destino quando foi surpreendida pelo assaltante. “Não se mexe, entrega tudo, cadê o iPhone?”, teria dito o criminoso, segundo o relato.

A jornalista ainda revelou que, devido ao nervosismo, o ladrão errava as teclas ao tentar digitar a senha, aumentando a tensão do momento. “Repete! A senha!! Você é polícia?!”, gritou o homem, que também revistou a cintura de Maria Prata para verificar se ela estava armada.

Impacto psicológico e reação da filha

Maria Prata confessou que não conseguia dormir nas horas seguintes ao crime, com a cabeça repleta de “replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida”. Ela enfatizou que nem ela, nem a filha Dora, nem mesmo o assaltante deveriam viver tal cenário.

A pequena Dora, que não viu a arma durante o assalto, ficou confusa e assustada após o ocorrido. “Mamãe, o que aconteceu?”, perguntou a criança, que segundo a mãe, sequer sabia que esse tipo de crime poderia acontecer. Ao longo do dia, a menina processou o evento, fazendo diversas perguntas sobre o motivo e a identidade do criminoso.

Contexto e busca por respostas

O g1 entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo para obter mais informações sobre o caso, mas ainda não recebeu um posicionamento oficial. O episódio reforça preocupações recorrentes sobre a violência urbana na cidade, mesmo em bairros considerados tranquilos.

Maria Prata finalizou seu relato com uma reflexão profunda: “Passamos as férias dedicados a mostrar para nossas filhas o Brasil mais sensacional que há. Hoje, o pior do Brasil nos atropelou”. A jornalista agradeceu aos amigos que a acolheram e afirmou que segue em frente, destacando o alívio por ambas estarem vivas.

Este caso chama a atenção não apenas pela figura pública envolvida, mas pela violência cometida na presença de uma criança, levantando debates urgentes sobre segurança, prevenção e o impacto psicológico de crimes urbanos.