Caso Banco Master pressiona Congresso e STF em ano eleitoral com desconfiança institucional
Banco Master: crise institucional no Congresso e STF em 2026

Caso Banco Master se torna desafio institucional para Congresso e STF em 2026

O escândalo envolvendo o Banco Master continua a gerar repercussões significativas no cenário político e judiciário brasileiro, especialmente no contexto da abertura dos trabalhos do Congresso Nacional e do Poder Judiciário. As investigações, que agora alcançam ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), adicionam uma camada de complexidade à já frágil confiança da população nas instituições democráticas.

Investigações avançam sobre o Supremo Tribunal Federal

No programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, foram destacados novos desdobramentos do caso. A discussão ganhou contornos institucionais mais amplos com o foco das investigações no ministro Dias Toffoli, relator do processo no STF, e também no ministro Alexandre de Moraes, devido a um contrato milionário firmado entre o banco e a esposa do magistrado.

Este desenvolvimento ocorre na mesma semana em que:

  • O Judiciário e o Congresso retomam suas atividades com sessões solenes.
  • Autoridades dos três Poderes se reúnem em um ambiente de tensão crescente.
  • O ano eleitoral de 2026 começa a influenciar o clima político.

Impacto político em meio à desconfiança pública

O colunista Mauro Paulino, especialista em opinião pública, analisou o cenário e destacou que o caso do Banco Master se insere em um contexto marcado por forte desconfiança da população em relação às instituições políticas. Pesquisas recentes citadas por ele mostram que a desaprovação do Congresso Nacional permanece superior à aprovação.

Em dezembro, os dados indicaram:

  1. Reprovação do Congresso em 31%.
  2. Aprovação em apenas 21%.
  3. Um cenário de desafio adicional para parlamentares.

Desafios para o ano legislativo e eleitoral

Na avaliação de Paulino, esse quadro representa um obstáculo significativo para deputados e senadores no início do ano legislativo. A combinação de fatores sensíveis tende a aumentar a tensão política ao longo de 2026:

  • Investigações que envolvem figuras do Judiciário.
  • Baixa confiança institucional consolidada.
  • Contexto eleitoral que amplifica escrutínio público.

O colunista ressaltou que a desconfiança da sociedade em relação ao Congresso e ao Judiciário pode se aprofundar caso episódios como o do Banco Master avancem sem respostas claras. Isso ampliaria o desgaste das instituições diante da opinião pública, em um momento crucial para a democracia brasileira.

O caso também tem reflexos no mercado financeiro, com o grupo Fictor tendo apresentado pedido de recuperação judicial após não concretizar a aquisição do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. Esta situação ilustra como crises financeiras podem rapidamente assumir dimensões políticas e institucionais de grande magnitude.