PRF apreende 625 quilos de antimônio em Corumbá, mineral estratégico para baterias
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma apreensão significativa de 625 quilos de antimônio, um mineral considerado crítico e estratégico para a fabricação de baterias e dispositivos eletrônicos de alta tecnologia. A ação ocorreu neste sábado (31), por volta das 15 horas, em Corumbá, cidade localizada na região de fronteira com a Bolívia, em frente à unidade operacional da corporação.
Material entrou no Brasil sem documentação fiscal
Durante uma abordagem de rotina a uma van, os policiais da PRF descobriram que o material havia entrado no território brasileiro sem a devida documentação fiscal e também sem autorização de importação, configurando uma infração grave. O motorista do veículo foi questionado pelos agentes e afirmou que transportava uma encomenda, descrevendo o conteúdo como uma amostra de minério.
25 sacos lacrados sem identificação
Na fiscalização, os policiais encontraram 25 sacos lacrados e sem rótulos no bagageiro da van. Cada um desses sacos continha aproximadamente 25 quilos do mineral, totalizando os 625 quilos apreendidos. O condutor não apresentou nota fiscal para a carga, apenas um comprovante em papel que identificava o remetente, mas isso não foi suficiente para regularizar a situação.
Carga originada na Bolívia e destino comercial
Após contato com o remetente, a PRF confirmou que o antimônio foi adquirido na Bolívia. O motorista admitiu que não possuía autorização legal para importar o mineral e revelou que a intenção era comercializá-lo com fabricantes de baterias no Brasil, aproveitando a demanda crescente por esse recurso em setores tecnológicos.
Encaminhamento para a Receita Federal
Os 25 sacos de antimônio apreendidos foram imediatamente encaminhados à Receita Federal em Corumbá, que agora é responsável pelos procedimentos legais subsequentes. Essa apreensão destaca os esforços de fiscalização em áreas de fronteira e a importância de controlar a entrada de minerais estratégicos no país.
O antimônio é um elemento essencial na produção de baterias, especialmente para veículos elétricos e eletrônicos portáteis, sendo classificado como um mineral raro e de alto valor. A apreensão ocorre em um contexto em que o governo brasileiro recentemente criou um conselho para monitorar reservas de minerais críticos, visando garantir o suprimento e a segurança nacional nesse setor.