Polícia Civil do Rio de Janeiro intensifica combate à venda ilegal de canetas emagrecedoras
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deu início, na manhã desta terça-feira (27), a mais uma etapa da Operação Estética Segura, focada no combate à comercialização irregular de medicamentos utilizados para emagrecimento, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. Até as 7h30, quatro mulheres investigadas já haviam sido conduzidas à delegacia para prestar depoimento, marcando um avanço significativo nas investigações.
Riscos à saúde e atuação policial
De acordo com as apurações, profissionais da área de estética ofereciam esses medicamentos sem autorização e sem qualquer tipo de controle sanitário para pacientes, colocando em risco a saúde dos consumidores. A substância em questão, originalmente desenvolvida para o tratamento de diabetes, vem sendo aplicada de forma irregular com fins de emagrecimento, o que pode levar a efeitos colaterais graves devido à falta de supervisão médica adequada.
Os policiais estão cumprindo mandados de busca e apreensão em bairros da Zona Oeste do Rio, especificamente em Campo Grande e Guaratiba, como parte da terceira fase da operação, conduzida por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon). Durante as ações, foram apreendidos medicamentos usados para diabetes, evidenciando a gravidade das irregularidades.
Fiscalização e impactos na sociedade
Segundo a polícia, a venda desses produtos ocorria sem registro ou fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que representa um perigo iminente à população. A ausência de regulamentação pode resultar em:
- Uso incorreto dos medicamentos, levando a complicações de saúde.
- Exposição a substâncias potencialmente perigosas sem orientação profissional.
- Prejuízos financeiros para consumidores que adquirem produtos ineficazes ou falsificados.
Esta operação reforça a importância da vigilância constante contra práticas ilegais no setor de estética e saúde, destacando a necessidade de maior conscientização pública sobre os riscos associados a tratamentos não autorizados.