Departamento de Justiça dos EUA publica fotos nuas de adolescentes em caso Epstein sem censura
Fotos nuas de adolescentes em caso Epstein divulgadas sem censura

Departamento de Justiça dos EUA publica fotos nuas de adolescentes em caso Epstein sem censura

No âmbito da divulgação contínua dos arquivos do bilionário pedófilo Jeffrey Epstein, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tomou uma medida polêmica ao publicar 40 imagens de mulheres jovens e adolescentes nuas em seu site oficial. Essa ação ocorreu apesar da obrigação legal de censurar quaisquer fotografias que possam afetar negativamente as vítimas do criminoso, gerando indignação e preocupação entre os sobreviventes dos abusos.

Material revela cenas na ilha particular e em quartos

Conforme análise realizada pelo jornal The New York Times, o material divulgado inclui cenas explícitas de jovens adultas e menores de idade nuas na ilha particular de Epstein, local onde muitos dos abusos sexuais foram cometidos. Além disso, outras fotografias mostram espaços internos, como quartos, que estavam associados às atividades criminosas do pedófilo. A publicação dessas imagens sem a devida censura tem sido considerada extremamente perturbadora pelas vítimas, que veem isso como uma revitimização.

Reação das vítimas e posição do Departamento de Justiça

Para Annie Farmer, uma das vítimas que testemunhou em tribunal sobre como foi manipulada e abusada na adolescência por Epstein e sua cúmplice Ghislaine Maxwell, a divulgação das fotos sem censura é extremamente perturbadora. Ela expressou profunda decepção com a falta de sensibilidade na abordagem do caso. Em resposta, uma porta-voz do Departamento de Justiça garantiu que o órgão está trabalhando incansavelmente para responder a quaisquer perguntas ou preocupações das vítimas e para tratar de processos que exijam alterações conforme a lei.

Contexto histórico do caso Epstein

Os diversos arquivos do caso Epstein, que gradativamente têm vindo à tona, referem-se a crimes sexuais ocorridos entre os anos 1990 e 2000. Jeffrey Epstein, condenado em 2008 por solicitar prostituição de uma menor de idade, foi encontrado morto em sua cela em Nova York, em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. A divulgação dessas imagens sem censura reacende debates sobre a proteção das vítimas e a transparência na justiça, destacando a complexidade e o impacto duradouro desse escândalo internacional.