Novo acidente ferroviário na Espanha mata maquinista e provoca greve nacional
Um novo acidente ferroviário ocorrido na Espanha nesta quarta-feira, 20 de janeiro de 2026, resultou na morte de um maquinista e deixou quatro passageiros gravemente feridos na região da Catalunha, nordeste do país. O incidente levou à suspensão do serviço de trens suburbanos na área e desencadeou uma greve nacional convocada pelo maior sindicato de maquinistas do país, que exige garantias de segurança na profissão.
Detalhes do acidente na Catalunha
O acidente ocorreu próximo a Barcelona, quando um muro de contenção desabou sobre os trilhos durante uma tempestade, causando o descarrilamento do trem. O maquinista faleceu no local, enquanto os quatro passageiros feridos foram encaminhados para hospitais com lesões consideradas graves. Equipes de emergência atuaram rapidamente no resgate e atendimento às vítimas.
Nas redes sociais, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, expressou sua compaixão e solidariedade às vítimas e suas famílias, demonstrando a gravidade do ocorrido. Este foi o terceiro incidente ferroviário registrado na semana, incluindo um descarrilamento menor em Barcelona causado por uma pedra sobre os trilhos, que felizmente não deixou feridos.
Contexto de tragédias recentes
O acidente na Catalunha acontece poucos dias após uma colisão entre dois trens de alta velocidade que deixou 42 mortos e mais de 120 feridos nas proximidades da cidade de Adamuz, a cerca de 360 quilômetros da capital Madri. Este é considerado o pior desastre ferroviário da Espanha desde 2013, com equipes de resgate ainda buscando vítimas nos destroços.
O governo espanhol decretou três dias de luto nacional em respeito às vítimas, enquanto as causas do acidente continuam sob investigação pelas autoridades competentes. A sequência de incidentes levantou sérias preocupações sobre a segurança da infraestrutura ferroviária no país.
Greve nacional e alertas de segurança
Em resposta aos acidentes, o sindicato SEMAF, que representa os maquinistas espanhóis, convocou uma greve nacional para exigir garantias de segurança na profissão e responsabilização criminal dos responsáveis pela infraestrutura ferroviária. Em comunicado, a associação destacou que já havia alertado o Administrador de Infraestruturas Ferroviárias (Adif) em agosto de 2025 sobre problemas nos trilhos onde ocorreu a colisão fatal.
Segundo documentos obtidos pela agência Reuters, o sindicato relatou desgaste dos trilhos, buracos, irregularidades e desequilíbrios nas linhas de energia aéreas que estavam danificando os veículos em várias linhas de alta velocidade. O texto pedia investigação imediata dos problemas e redução da velocidade em trechos críticos até que fossem realizados os reparos necessários.
Posição do governo e controvérsias
O ministro dos Transportes, Oscar Puente, minimizou a situação ao atribuir dois dos três incidentes da semana a questões climáticas, especificamente chuvas fortes, e não à condição dos trilhos. Em entrevista à emissora Telecinco, ele afirmou que a greve é motivada pelo estado emocional que os maquinistas estão vivenciando após a morte de dois colegas, e que tentaria convencê-los a cancelar o protesto.
Esta posição gerou controvérsia, já que contrasta com os alertas técnicos do sindicato sobre problemas estruturais na rede ferroviária. A tensão entre as partes reflete um debate mais amplo sobre investimentos em segurança e manutenção preventiva no sistema de transportes da Espanha.
A situação permanece em desenvolvimento, com a greve dos maquinistas podendo afetar significativamente o transporte ferroviário nacional enquanto as investigações sobre os acidentes continuam e as negociações entre sindicato e governo seguem em curso.