Crea-PE exige laudo técnico após queda de marquise em prédio no Recife
Laudo técnico obrigatório após queda de marquise em Recife

Prédio no Recife interditado após queda de marquise exige avaliação estrutural completa

Os moradores do Edifício Príncipe de Avelar, localizado no bairro do Espinheiro, na Zona Norte do Recife, permanecem aguardando a elaboração de um laudo técnico para poderem retornar aos seus apartamentos. O prédio residencial de 18 andares foi interditado pela Defesa Civil na segunda-feira (26), após parte de uma marquise da edificação desabar, causando apreensão na comunidade local.

Exigência do Crea-PE para liberação do imóvel

De acordo com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), o imóvel só será liberado para os moradores após a conclusão desse laudo, que deve avaliar não apenas a área da laje que caiu, mas toda a estrutura do prédio. As análises precisam ser realizadas por um engenheiro calculista contratado pelo condomínio, conforme determinação do órgão.

O profissional responsável deverá registrar uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) para que as obras de recuperação possam ser executadas. Até o momento, não há previsão para o retorno das famílias ao imóvel, o que gera incerteza entre os residentes.

Investigação das causas do acidente

Em entrevista à TV Globo, a engenheira civil Denise Maia, representante do Crea-PE, explicou que ainda não é possível determinar a causa exata do acidente. "A princípio, não há como se ter a certeza do que aconteceu, a causa desse acidente, ali, naquele momento. A gente só identificou os vestígios, mas que precisa realmente de uma apuração mais detalhada", afirmou ela.

A engenheira destacou que o Crea-PE preparou um documento na terça-feira (27) para solicitar formalmente o laudo ao condomínio, com o objetivo de acompanhar os próximos passos e verificar os responsáveis envolvidos.

Detalhes do desabamento e operação de resgate

O desabamento ocorreu no Edifício Príncipe de Vivar, um prédio residencial de 18 andares situado na Rua Nicarágua, que conecta a Rua da Hora à Avenida Agamenon Magalhães. A Defesa Civil determinou que o imóvel permaneça interditado até a emissão de um laudo que comprove a estabilidade da estrutura.

Moradores relataram que, na manhã do acidente, um engenheiro esteve no local após a identificação de uma fissura na marquise. Embora o escoramento da área já tivesse sido planejado, o desabamento aconteceu antes da execução do serviço, evidenciando a urgência da situação.

Cerca de 38 pessoas estavam nos apartamentos no momento do incidente e foram retiradas com segurança pelo Corpo de Bombeiros, sem registros de feridos. A operação contou com sete viaturas dos Bombeiros, equipes do 13º Batalhão da Polícia Militar, da Defesa Civil e cães farejadores, demonstrando uma resposta coordenada das autoridades.

Próximos passos e investigações em andamento

O Corpo de Bombeiros informou, em nota, que a Polícia Civil está investigando o caso por meio da Delegacia do Espinheiro, com diligências já iniciadas para esclarecer os fatos. A área segue isolada, e a Secretaria Executiva de Controle Urbano (Secon) notificará o condomínio para realizar o escoramento, a remoção dos escombros e a elaboração do laudo de estabilidade.

A engenheira Denise Maia acrescentou que o laudo também deverá indicar os procedimentos pós-análise, incluindo a contratação de empresas para reconstrução, se necessária, e a garantia de que os serviços sejam realizados por engenheiros com ART, em conformidade com a legislação vigente.

Este incidente reforça a importância de avaliações estruturais regulares em edificações urbanas, especialmente em áreas densamente povoadas como o Espinheiro, para prevenir acidentes e garantir a segurança dos moradores.