Tragédia em Campina Grande: reservatório se rompe e causa destruição
Um reservatório de água com capacidade para dois milhões de litros se rompeu no último sábado (7) no bairro da Prata, em Campina Grande, resultando em uma tragédia que matou uma idosa de 62 anos e causou destruição em várias residências. O acidente ocorreu por volta das 9h da manhã na Rua Oswaldo Cruz e foi registrado por câmeras de segurança que capturaram o momento exato do desastre.
Vítimas e destruição do rompimento
A vítima fatal foi identificada como Maria do Socorro Leal Teixeira de Araújo, que possuía Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e vivia acamada. Segundo relatos de familiares, no momento do rompimento, três pessoas estavam na residência, incluindo uma cuidadora que acompanhava a idosa.
Duas pessoas ficaram feridas - um homem e uma mulher, ambos de 50 anos - que sofreram lesões nos pés e foram atendidos no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde apresentavam estado de saúde estável.
Além da casa onde morava Maria do Socorro, três imóveis desabaram completamente devido à força da água. Veículos estacionados foram arrastados pelas ruas e postes de energia foram derrubados, aumentando o cenário de destruição no local.
Impacto no abastecimento de água
O rompimento do reservatório, que armazenava cerca de dois mil metros cúbicos de água, afetou o abastecimento de 40 bairros de Campina Grande e também dos municípios vizinhos de Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Areial e Montadas.
O diretor-presidente da Cagepa, Marcus Vinícius Neves, informou que o abastecimento foi restabelecido no domingo (9) após inspeções técnicas detalhadas que confirmaram a integridade dos demais reservatórios no local.
Investigações e responsabilidades
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu uma investigação para apurar as causas do rompimento. A promotora de Justiça plantonista Cláudia de Souza Cavalcanti Bezerra instaurou uma notícia de fato no domingo (9) e solicitou que a Cagepa apresente informações detalhadas sobre o caso em até 48 horas.
O governador João Azevedo (PSB) afirmou durante coletiva de imprensa que o reservatório passava por manutenção constante e não apresentava sinais de risco antes do acidente. "Não houve nenhuma sinalização. Quando uma estrutura qualquer de qualquer edificação dá sinais de rompimento, são vários sinais que aparecem antes, e ali não foi o caso", declarou o governador.
A Cagepa emitiu nota lamentando o acidente e informou que será instaurado um processo interno de apuração para identificar as causas do rompimento. A empresa também destacou que equipes técnicas e de assistência foram mobilizadas imediatamente após a identificação do problema.
Ações do governo para ajudar as vítimas
O governo estadual criou uma comissão especial sob o comando do vice-governador Lucas Ribeiro para acompanhar o caso. Famílias afetadas receberão apoio do governo para perdas materiais, conforme garantiu o governador João Azevedo.
"Todas as famílias ficarão completamente protegidas pela mão protetora do governo, que tem obrigação sim e responsabilidade de tomar essas medidas", afirmou. A Cagepa já alugou residências para alocar vítimas que precisam de habitação temporária.
As investigações continuam em andamento por vários órgãos, incluindo Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e IPC, para determinar as causas exatas do rompimento e evitar que tragédias similares ocorram no futuro.