Cruzeiro de luxo fica preso no gelo espesso da Antártida e requer operação de resgate
Um navio de cruzeiro de luxo, transportando aproximadamente 200 pessoas, ficou preso em uma espessa camada de gelo marinho na Antártida, necessitando de uma intervenção da Guarda Costeira dos Estados Unidos. O incidente ocorreu no sábado, 24 de janeiro de 2026, um dia após a embarcação ter ficado retida no Mar de Ross, uma região conhecida por suas condições extremas.
Operação de resgate realizada pelo quebra-gelo Polar Star
O resgate foi conduzido pelo quebra-gelo Polar Star, considerado o mais poderoso dos Estados Unidos, que estava em sua 29ª missão rumo à Antártida quando foi acionado. Imagens divulgadas nas redes sociais capturaram o momento dramático em que o quebra-gelo se aproximou do navio para libertá-lo.
De acordo com um comunicado de imprensa da Guarda Costeira, o Scenic Eclipse II entrou em contato com o Polar Star por volta das 23h, horário local, na sexta-feira, após ser atingido por gelo compacto a cerca de oito milhas náuticas do Estreito de McMurdo.
Detalhes do navio e da situação a bordo
O navio Scenic Eclipse II, navegando sob a bandeira da Austrália, tem capacidade para até 228 passageiros e 176 tripulantes. A empresa responsável, Scenic Luxury Cruises and Tours, confirmou que não houve feridos ou danos estruturais durante o incidente.
Passageiros foram vistos no convés observando a operação de resgate. Steven Falk, um dos passageiros, relatou ao Daily Mail: "Ficamos presos no gelo marinho, que rapidamente congelou até cerca de 1,5 metro de espessura, e tivemos sorte de o quebra-gelo Polar Star estar nas proximidades e poder vir nos libertar. Sem o quebra-gelo, isso poderia ter sido um desastre épico".
Itinerário do cruzeiro e contexto do resgate
O itinerário do cruzeiro incluía visitas a pontos turísticos icônicos da Antártida, como:
- Mar de Ross
- Plataforma de Gelo de Ross
- Cabanas históricas de Shackleton e Scott, nas proximidades da Estação McMurdo
A tripulação do Polar Star realizou duas passagens próximas ao navio para libertá-lo, depois o escoltou aproximadamente quatro milhas náuticas até águas abertas. O navio havia partido de Seattle em novembro para apoiar a Operação Deep Freeze, que fornece suporte logístico ao programa antártico americano.
Este incidente destaca os riscos associados ao turismo em regiões polares e a importância de operações de resgate coordenadas em ambientes remotos e hostis.