Irmãos gêmeos de 34 anos morrem juntos em acidente de moto na rodovia Cônego Domênico Rangoni, SP
Gêmeos morrem em acidente de moto na rodovia Cônego Domênico Rangoni

Irmãos gêmeos perdem a vida em acidente de moto na rodovia Cônego Domênico Rangoni

Uma tragédia familiar abalou a cidade de Guarujá, no litoral de São Paulo, no último domingo (18). Os irmãos gêmeos Jean e Geovani Oliveira Lima, ambos com 34 anos, morreram em um acidente de moto na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, na pista sentido capital. Conforme informações da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o motociclista perdeu o controle da motocicleta ao tentar mudar de faixa e colidiu na traseira de um carro. Tanto o piloto quanto o passageiro, que era o irmão, faleceram no local do acidente. A polícia não divulgou qual dos irmãos estava pilotando no momento da fatalidade.

Identificação das vítimas e famílias enlutadas

Os irmãos foram identificados como Jean e Geovani Oliveira Lima, residentes em Guarujá. A tragédia deixou um rastro de dor em duas famílias, pois cada um dos gêmeos deixou dois filhos e suas respectivas companheiras. Geovani trabalhava como motorista de caminhão em uma distribuidora de ferro e aço, função que havia assumido recentemente, em 15 de dezembro de 2025, realizando um sonho profissional. Ele deixa a esposa Gislaine Aparecida da Silva Lima, uma filha de 3 anos, um filho de 12 anos e uma enteada da mesma idade. Já Jean atuava como auxiliar de serviços gerais em um edifício de Guarujá, onde sua companheira, Meriele Melo, trabalha como diarista. Ele deixa dois filhos, de 6 e 7 anos, frutos de um casamento anterior.

União fraternal até o último momento

A viúva de Geovani, Gislaine, destacou a profunda ligação entre os irmãos, que eram extremamente unidos em vida. "Onde um estava, o outro estava. Assim foi a vida deles. Eles eram tão ligados, que nasceram e morreram juntos", lamentou. Essa união foi mantida até na despedida, com velórios e sepultamentos realizados na terça-feira (20), no mesmo horário, no Cemitério Jardim da Paz. Gislaine organizou tudo de forma igualitária, com quadros de fotos e caixões idênticos, simbolizando a conexão fraternal. A única diferença foram os itens deixados nos caixões, representando suas paixões futebolísticas: Geovani era torcedor do Corinthians, enquanto Jean torcia para o Vasco.

Legados de trabalho e amor

Geovani era descrito por familiares e amigos como uma pessoa carismática, trabalhadora e sempre de bom humor. Sua esposa, Gislaine, relembrou: "Não tinha um que não gostasse dele, pois por onde passava, fazia amizade". Em casa, era um pai dedicado e um marido amoroso, inclusive cuidando com carinho da enteada. Já Jean, segundo sua companheira Meriele, era um homem reservado, mas extremamente dedicado à família e ao trabalho. "O que ele poderia fazer por mim e pelos filhos, ele fazia mesmo. Trabalhava até mais tarde para poder conseguir dar uma assistência melhor", afirmou. Meriele também compartilhou que, um dia antes do acidente, viveram momentos especiais juntos, que agora vê como uma despedida simbólica.

Impacto na comunidade e homenagens

O acidente gerou comoção entre amigos e familiares, que se reuniram para prestar homenagens durante os velórios. A história dos irmãos gêmeos, que compartilharam a vida desde o nascimento até o trágico fim, ressoa como um alerta sobre os perigos no trânsito. A PMRv continua investigando as circunstâncias exatas do acidente, enquanto as famílias tentam reconstruir suas vidas, mantendo viva a memória de Jean e Geovani através dos valores de união, trabalho e amor que eles deixaram como legado.