Criança de seis anos morre após atropelamento por motociclista que fugiu no bairro do Guamá, em Belém
A tragédia que chocou a comunidade do bairro do Guamá, em Belém, chegou a um desfecho triste neste sábado, 23 de janeiro. Adrian Andrey Martins Ramos, uma criança de apenas seis anos de idade, faleceu após passar onze dias internado em estado grave. O menino foi vítima de um atropelamento por um motociclista que, após o acidente, fugiu do local sem prestar qualquer tipo de socorro à vítima.
Detalhes do acidente que resultou em morte
O incidente ocorreu no dia 8 de janeiro, na movimentada travessa Castelo Branco, uma via localizada no coração do Guamá. De acordo com relatos e imagens de câmeras de monitoramento que registraram o momento, Adrian brincava tranquilamente de bicicleta na rua quando foi surpreendido por uma motocicleta que trafegava em direção contrária. O impacto foi tão violento que a criança foi arremessada ao chão, sofrendo ferimentos gravíssimos.
Testemunhas e investigações policiais indicam que o condutor da moto não utilizava capacete no momento do acidente e, demonstrando total falta de humanidade, abandonou a cena imediatamente após o ocorrido. Apesar da fuga, a polícia conseguiu identificar o motociclista, que trabalha como mecânico na região. No boletim de ocorrência, familiares da vítima relataram que o indivíduo costumava testar motos naquela via e já teria se envolvido em outros acidentes anteriormente.
Internação prolongada e mudança na investigação
Após o atropelamento, Adrian foi rapidamente socorrido e encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Metropolitano, localizado em Ananindeua, na região metropolitana de Belém. Durante o período de internação, os médicos realizaram procedimentos emergenciais, incluindo a remoção do baço da criança e a intubação para auxiliar na respiração. Apesar dos esforços da equipe médica, o estado de saúde do menino permaneceu crítico até o seu falecimento.
Com a confirmação da morte por parte da família e também pelas autoridades policiais, o inquérito que antes apurava lesão corporal culposa no trânsito foi reclassificado. Agora, a Polícia Civil investiga o caso como homicídio, considerando a gravidade do acidente e as circunstâncias da fuga do condutor. A busca pelo motociclista continua, e ele ainda não foi localizado pelas forças de segurança.
Preocupação com a segurança no trânsito local
Moradores da travessa Castelo Branco e arredores expressaram sua indignação e preocupação com a segurança no local. Eles afirmam que, apesar da existência de sinalização e lombadas eletrônicas, o trecho é considerado perigoso devido ao comportamento de alguns condutores. A prática de testar veículos em alta velocidade na via, conforme relatado, aumenta os riscos para pedestres, especialmente crianças que brincam nas proximidades.
Este triste episódio ressalta a urgente necessidade de medidas mais eficazes de fiscalização e conscientização no trânsito em Belém. A perda de uma vida tão jovem em circunstâncias tão evitáveis deixa uma marca profunda na comunidade e serve como um alerta para que ações preventivas sejam intensificadas, visando proteger os cidadãos, principalmente os mais vulneráveis.