Insônia atinge 31,7% dos adultos nas capitais brasileiras, revela Ministério da Saúde
Insônia afeta 31,7% dos adultos nas capitais do Brasil

Insônia atinge 31,7% dos adultos nas capitais brasileiras, segundo dados do Ministério da Saúde

O sono insuficiente e de baixa qualidade tornou-se uma realidade alarmante no Brasil, afetando significativamente a população adulta. De acordo com informações recentes do Ministério da Saúde, coletadas nas capitais e no Distrito Federal, 20% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, um patamar considerado insuficiente para a recuperação adequada do organismo. Além disso, três em cada dez adultos relatam sintomas de insônia, como dificuldade para adormecer, despertares noturnos frequentes ou sensação de sono não reparador.

Disparidades regionais e de gênero no sono curto

As diferenças são marcantes quando analisadas por capital. Campo Grande apresenta a menor frequência de adultos que dormem menos de seis horas por noite, com 14,8%. Em contraste, Maceió lidera o ranking negativamente, com 24,8% da população adulta nessa condição. No recorte por gênero, as mulheres são mais afetadas: 21,3% dormem menos do que o recomendado, contra 18,9% dos homens.

  • Em Maceió, 27,9% das mulheres dormem menos de seis horas por noite.
  • Salvador e Rio de Janeiro seguem com percentuais elevados de 25,2% e 24,8%, respectivamente.
  • Entre os homens, as maiores frequências são observadas em Belém (24,8%), Macapá (23,8%) e São Luís (23,6%).

Escolaridade e insônia como fatores críticos

A escolaridade também se destaca como um marcador importante. Entre pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, 26,3% dormem menos do que o recomendado. Já entre adultos com ensino superior completo, esse percentual cai para 15,9%. A desigualdade é ainda mais acentuada entre as mulheres: quase três em cada dez com baixa escolaridade dormem menos de seis horas por noite.

Além do sono curto, a insônia é um problema ainda mais frequente, afetando 31,7% dos adultos brasileiros. As mulheres concentram os maiores percentuais: 36,2% relatam sintomas de insônia, contra 26,2% dos homens. A insônia se distribui de forma mais homogênea entre as faixas etárias, mas atinge seu pico entre adultos de 45 a 54 anos, grupo em que 39,7% relatam noites mal dormidas.

  1. Maceió volta a aparecer no topo, com 38% da população adulta relatando sintomas de insônia.
  2. Natal está na outra ponta, com 28,7%.

Impactos na saúde física e mental

Passamos cerca de um terço da vida dormindo, e esse processo biológico é essencial para a regulação de múltiplos sistemas do organismo. Durante a noite, o cérebro consolida memórias, o metabolismo se reorganiza, o sistema imunológico se fortalece e o sistema cardiovascular entra em um ritmo de recuperação. Quando esse ciclo é encurtado ou fragmentado, os efeitos vão além do cansaço do dia seguinte.

O Ministério da Saúde alerta, em seu relatório, para a associação entre sono curto ou não restaurador e maior risco de doenças crônicas, pior percepção de saúde, redução da qualidade de vida e impactos diretos sobre a saúde mental. Estratégias como higiene do sono e terapia cognitivo-comportamental são apontadas como formas eficazes para driblar noites mal dormidas, destacando a importância de abordagens integradas para melhorar o bem-estar da população.