Macaco morre após atacar servidor no Amapá; vigilância monitora risco de doenças
Macaco morre após atacar servidor; vigilância monitora risco

A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) do Amapá está monitorando atentamente um caso envolvendo a morte de um macaco da espécie sagui e um servidor público que sofreu ferimentos durante o resgate do animal. O episódio ocorreu na BR-156 e acionou os protocolos de segurança sanitária do estado.

Detalhes do incidente e resgate

Um funcionário do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), administrado pelo Ibama, sofreu arranhões durante a operação de resgate do primata na rodovia. O animal, que já apresentava comportamento agressivo, foi recolhido na quarta-feira (14), mas veio a óbito na manhã de quinta-feira (15), um dia após ser levado para o centro.

Segundo Solange Sacramento, gerente do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), o sagui demonstrava sinais preocupantes. “O animal apresentava sinais de agressividade, anorexia e apatia. Durante o transporte, atacou um dos servidores”, explicou. Apesar dos cuidados, o primata não resistiu.

Ações imediatas de vigilância e saúde

Imediatamente após o incidente, o servidor agredido recebeu atendimento médico. Ele passou pelo protocolo completo de profilaxia indicado para situações de contato com animais silvestres, que inclui medidas preventivas contra doenças como raiva e febre amarela silvestre.

Uma equipe da Unidade de Controle de Zoonoses esteve no Cetas ainda na quinta-feira para coletar material biológico do animal morto. O objetivo é investigar laboratorialmente as causas da morte e avaliar possíveis agentes infecciosos. O estado de saúde do funcionário é considerado estável e ele continua sendo acompanhado pelas equipes de saúde.

Risco à população e recomendações oficiais

A SVS foi enfática ao afirmar que, até o momento, não há risco confirmado para a população em geral. Todas as medidas de vigilância epidemiológica e segurança sanitária já foram desencadeadas, e o caso segue sob investigação.

Os órgãos de saúde reforçam as orientações de sempre à população:

  • Não tocar ou manipular animais silvestres, estejam eles vivos ou mortos.
  • Não interferir no habitat natural desses animais.
  • Em caso de acidente, contato ou agressão, procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e possível início do protocolo emergencial.

O Cetas está localizado na Zona Norte de Macapá e é a unidade de referência para o recebimento e triagem de animais silvestres no estado. A investigação segue seu curso para esclarecer todos os aspectos deste evento.