AVC: segunda causa de morte global e terceira de incapacidade, alerta OMS
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), comumente conhecido como derrame, é uma das condições de saúde mais graves e prevalentes em todo o mundo. De acordo com um relatório recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), essa doença ocupa a posição de segunda principal causa de morte e a terceira de incapacidade em escala global. Esses dados destacam a urgência de compreender e combater esse problema de saúde pública, que afeta milhões de pessoas anualmente.
Tipos de AVC: hemorrágico e isquêmico
Existem duas variações principais do derrame, que são classificadas de acordo com sua origem e características. O AVC hemorrágico ocorre quando há um rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro, levando a um sangramento interno. Já o AVC isquêmico é causado por uma obstrução em um vaso sanguíneo, que impede o fluxo de sangue para uma área do cérebro. Ambas as formas podem resultar em danos cerebrais significativos e requerem atenção médica imediata.
Sintomas e identificação: como reconhecer os sinais
Identificar os sintomas do AVC é crucial para um tratamento rápido e eficaz, mas isso pode ser desafiador, pois os sinais frequentemente se assemelham a outras condições de saúde. Entre os sintomas mais comuns, que podem aparecer de forma súbita, estão:
- Fraqueza ou dormência em um lado do rosto, braço ou perna
- Dificuldade para falar ou compreender a fala
- Perda de visão em um ou ambos os olhos
- Tontura intensa e perda de equilíbrio
- Dor de cabeça severa sem causa aparente
Esses sinais, muitas vezes silenciosos e perigosos, exigem ação imediata. Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico urgente, pois cada minuto conta para minimizar os danos cerebrais e melhorar as chances de recuperação.
O que fazer diante de um possível AVC
Diante da suspeita de um AVC, é essencial agir rapidamente. Recomenda-se:
- Ligar imediatamente para o serviço de emergência (como o 192 no Brasil)
- Manter a pessoa calma e em repouso, evitando movimentos bruscos
- Não oferecer alimentos, bebidas ou medicamentos sem orientação médica
- Observar e anotar os sintomas para informar aos profissionais de saúde
Essas medidas podem salvar vidas e reduzir o risco de sequelas permanentes, destacando a importância da conscientização sobre essa doença.