Eleição suplementar define novo prefeito em Oiapoque neste domingo
Os eleitores do município de Oiapoque, localizado no extremo norte do estado do Amapá, compareceram às urnas neste domingo (12) para escolher o novo prefeito e vice-prefeito em uma eleição suplementar. O pleito foi convocado após a cassação dos mandatos dos anteriores ocupantes do cargo, e o processo eleitoral transcorreu de maneira pacífica e organizada durante todo o dia.
Candidatos já exerceram seu direito ao voto
A votação teve início às 8 horas da manhã e seguiu até as 17 horas, sem interrupções ou incidentes significativos. Entre os três candidatos que disputam a prefeitura, dois já registraram seus votos durante a manhã. Guido, do União Brasil, foi o primeiro a comparecer, chegando por volta das 10h30 na Escola Joaquim Caetano da Silva, acompanhado de sua esposa.
Pouco depois, Inácio, do PDT, votou por volta do meio-dia no campus binacional da Universidade Federal do Amapá (Unifap), também na companhia da esposa e de um grupo de apoiadores. O terceiro candidato, Sena Dinâmica, do MDB, ainda não havia exercido seu direito ao voto no início da tarde, mas o processo continuava aberto para todos os eleitores registrados.
Infraestrutura e segurança garantem votação tranquila
A eleição suplementar contou com o apoio integral dos órgãos de segurança pública, que facilitaram o acesso às áreas mais isoladas do município, assegurando que todos os cidadãos pudessem participar do processo democrático. Foram disponibilizadas 160 urnas eletrônicas, distribuídas em 19 locais de votação e 88 seções eleitorais.
De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), aproximadamente 24 mil pessoas estavam aptas a votar, o que representa quase 80% da população total de Oiapoque, que soma 30.786 habitantes conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este índice é considerado bastante elevado, superando a média nacional que geralmente varia entre 60% e 70%.
Contexto da eleição suplementar
A necessidade desta eleição suplementar surgiu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar os mandatos do então prefeito Breno Almeida, do Progressistas, e do vice-prefeito Arthur Lima, do Solidariedade, eleitos originalmente em 2024. A decisão judicial foi tomada em decorrência de um escândalo de tentativa de compra de votos, ocorrido em setembro daquele ano, quando quatro pessoas ligadas à prefeitura foram presas com a quantia de R$ 99.850 em espécie.
Até o momento, não foram registradas denúncias ou indícios de irregularidades durante a votação deste domingo. O TRE-AP reforçou que o município utiliza exclusivamente os dados do cadastro eleitoral vigente para todos os fins oficiais, garantindo a transparência e a legitimidade do processo.
A expectativa agora é pela apuração dos votos e a proclamação do resultado, que definirá quem assumirá a liderança do executivo municipal de Oiapoque pelos próximos anos. A comunidade aguarda com interesse o desfecho desta importante jornada democrática no extremo norte do país.



