A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu, nesta segunda-feira (27), um mandado de prisão temporária contra Wallace Simões, de 38 anos, suspeito de tentativa de homicídio contra o proprietário de uma empresa de medicamentos em Araruama, na Região dos Lagos. O crime ocorreu em 2024, e a vítima só escapou porque o veículo em que estava era blindado.
Investigação e mandados
A ação foi coordenada pelo delegado titular da 118ª Delegacia de Polícia, Dr. Evaristo Pontes Magalhães, após o cumprimento, na última quarta-feira (22), de cinco mandados de busca e apreensão relacionados ao inquérito. A sede do Legislativo municipal foi um dos endereços alvo dos mandados expedidos pela Vara Criminal de Araruama. Segundo a Polícia Civil, o vereador José Magno Martins, conhecido como Magno Dheco (MDB), e o empresário Paulo Roberto Polati de Azevedo são suspeitos de terem encomendado o crime, motivado por uma disputa de licitações.
Detalhes do crime
A tentativa de assassinato aconteceu na noite de 17 de agosto de 2024. O empresário havia saído de um restaurante no Distrito de São Vicente e se dirigia ao carro quando notou a aproximação de pelo menos dois homens armados. Ele conseguiu entrar no veículo e trancar as portas. Os criminosos dispararam pelo menos oito vezes, mas fugiram ao perceber que o automóvel era blindado. O empresário não sofreu ferimentos, mas, temendo novos ataques, deixou o país. O g1 tenta localizar a defesa do homem preso suspeito do crime.
Posicionamento dos envolvidos
Na ocasião dos mandados de busca e apreensão na última quarta-feira (22), a defesa de Magno Dheco informou, em nota, que recebeu a operação com surpresa e que ainda não havia tido acesso integral aos autos da investigação. Segundo o advogado, o vereador sempre manteve postura colaborativa com as autoridades policiais e jamais se recusou a prestar esclarecimentos quando solicitado. A defesa afirmou confiar no andamento da Justiça e na apuração dos fatos, que deverá demonstrar a total ausência de qualquer vínculo de José Magno com o crime investigado. A Câmara Municipal de Araruama não se pronunciou sobre a operação. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Paulo Polati.



