Em uma declaração marcante durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou o que chamou de 'Conselho de Paz', ao mesmo tempo em que revelou negociações intensas por 'acesso total' à Groenlândia. Em entrevista exclusiva à rede de TV Fox News nesta quinta-feira (22), Trump detalhou os planos estratégicos dos EUA para a ilha, que é um território autônomo da Dinamarca, enfatizando seu papel crucial em um projeto de segurança nacional.
O 'Domo de Ouro' e a Visão Estratégica de Trump
Trump reforçou o desejo de anexar a Groenlândia como parte de um ambicioso sistema de defesa aérea, apelidado de 'Domo de Ouro', inspirado no Domo de Ferro de Israel. Em suas palavras à apresentadora Maria Bartiromo, ele explicou: 'Tudo passa pela Groenlândia. Se os bandidos começarem a atirar, tudo passa pela Groenlândia'. O presidente destacou o valor inestimável da ilha, citando que a ideia remonta ao ex-presidente Ronald Reagan, mas só agora a tecnologia tornou-a viável.
Negociações em Andamento e a Posição da Otan
Ao ser questionado sobre os detalhes, Trump afirmou que as discussões estão em curso, com foco em acesso total sem prazo limite. Em discurso proferido na quarta-feira (21) em Davos, ele insistiu na compra da Groenlândia, mas descartou o uso da força para anexação. Posteriormente, em reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, Trump anunciou avanços em um acordo envolvendo a Groenlândia e o Ártico, com os EUA e a aliança militar trabalhando em conjunto.
Proposta de Bases Militares e a Resposta Groenlandesa
Segundo reportagens do jornal 'The New York Times', a proposta em negociação inclui a entrega de áreas da Groenlândia para a construção de bases militares pelos Estados Unidos. No entanto, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, respondeu nesta quinta-feira, afirmando estar disposto a negociar uma parceria mais estreita, mas traçando uma linha vermelha em relação à soberania. Ele deixou claro que não cederá qualquer tipo de controle soberano da ilha ao governo Trump.
Contexto Histórico e Implicações Atuais
Atualmente, os Estados Unidos já mantêm bases militares na Groenlândia e têm a prerrogativa de atuar no território em casos de ameaça à segurança. Esta nova iniciativa, portanto, representa uma expansão significativa da presença americana, com potenciais impactos geopolíticos na região do Ártico. As negociações refletem uma estratégia de longo prazo, alinhada com as prioridades de segurança nacional de Trump, enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos.